Masoud Pezeshkian acusou os governos dos Estados Unidos e de Israel de praticarem terrorismo durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (23). O presidente iraniano reagiu às declarações feitas na véspera por Donald Trump e afirmou que não haverá paz no Oriente Médio sem justiça para a Palestina.
A ONU realiza o debate geral de sua 81ª Assembleia entre 22 e 28 de setembro, em Nova York, nos Estados Unidos. Ao responder a Washington e Tel Aviv, Pezeshkian acusou os dois governos de atacar civis e violar o direito internacional.
“Eles (EUA e Israel) nos acusam de terrorismo, mas eles são os terroristas, alvejando civis e rompendo leis internacionais”, disse o presidente iraniano. Ele afirmou ainda que o Irã reagiu a ataques, mas não teve civis como alvo.
Imagens apresentadas no plenário
Pezeshkian levou imagens para sustentar suas acusações. Entre elas estava um pôster de Ali Khamenei, ex-líder supremo iraniano morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da atual etapa da guerra.
O presidente também apresentou a fotografia de crianças de uma escola que, segundo Teerã, teria sido atingida por bombas dos Estados Unidos. Imagens do pronunciamento mostram que ele exibiu fotografias de Khamenei e da escola durante a fala.
Ao tratar da guerra em Gaza, Pezeshkian afirmou que Israel comete assassinatos no território e disse que 85 mil civis foram mortos. “Os EUA violaram leis internacionais. Israel alveja qualquer vizinho e comete assassinatos em Gaza”, declarou.
O programa nuclear iraniano também foi abordado. Pezeshkian defendeu que “questões nucleares não serão resolvidas no campo de batalha” e voltou a apoiar negociações para tratar do impasse. O governo do Irã afirma buscar tecnologia nuclear para fins civis e rejeita restrições ao enriquecimento de urânio destinado, segundo Teerã, a usos pacíficos.
Resposta de Trump
No discurso à Assembleia Geral, Trump chamou o Irã de “maior patrocinador do terrorismo do mundo” e pediu o isolamento econômico total do país. O presidente dos Estados Unidos afirmou acreditar que um acordo poderá ser alcançado depois das eleições de meio de mandato, em novembro.







