A Força Espacial dos Estados Unidos empregou uma arma de guerra eletrônica durante operações militares contra o Irã. O sistema, cuja identidade não foi divulgada, produziu efeitos não cinéticos contra um alvo prioritário na Operação Epic Fury.
A informação foi apresentada pelo general Douglas Schiess, chefe de Operações Espaciais dos EUA. Durante a missão, uma militar identificada apenas como Gray recebeu dados sobre o alvo e reconfigurou o armamento para cumprir a tarefa. Ela integra o 42º Destacamento de Guerra Eletrônica.
A Força Espacial não informou qual equipamento foi usado, qual alvo foi atingido nem que efeito foi produzido. Operações desse tipo podem recorrer a ataques eletromagnéticos para interromper, degradar ou impedir o funcionamento de radares, sistemas de comunicação e outras estruturas militares que dependem do espectro eletromagnético.
Autoridades americanas afirmaram que a guerra eletrônica também foi usada para atrapalhar as defesas aéreas iranianas e abrir caminho para aeronaves de ataque dos Estados Unidos. Unidades da Força Espacial participaram ainda da localização de alvos, incluindo equipamentos iranianos destinados a interferir em sinais.
A ação relatada por Schiess ocorreu enquanto a posição americana sofria ataques. Mesmo com sirenes acionadas e mísseis inimigos direcionados ao local, Gray permaneceu no console até ser retirada pelo comandante para buscar proteção.
Sensores e defesa contra mísseis
Além dos recursos de guerra eletrônica, a Força Espacial forneceu radares e sensores para detectar mísseis iranianos lançados contra bases dos EUA. Os alertas deram tempo para que os militares procurassem abrigo e permitiram preparar sistemas de defesa como Patriot e THAAD.
Schiess afirmou que as capacidades espaciais faziam parte do pacote mínimo de forças necessário à Operação Epic Fury. Na avaliação do general, sem a participação da Força Espacial, as forças conjuntas americanas não teriam avançado com a campanha.
O general também confirmou que integrantes da Força Espacial operam armas em órbita destinadas a proteger forças americanas de ataques apoiados por sistemas espaciais.








