O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. A previsão é que ele retorne ao Brasil no dia 22.
Por tradição, o Brasil fará o discurso de abertura do Debate Geral. A honraria foi concedida ao país após a participação do diplomata brasileiro Oswaldo Aranha na assembleia. Ele esteve entre os responsáveis pela aprovação da resolução que previa a partilha da Palestina e a criação do Estado de Israel.
A viagem ocorre em meio à crise institucional no Supremo Tribunal Federal e a menos de 15 dias para as eleições. Também coincide com um momento de tensão entre o governo brasileiro e os Estados Unidos, situação semelhante à registrada no ano passado.
Na ocasião anterior, Lula se aproximou do presidente norte-americano Donald Trump. Os dois se encontraram rapidamente nos bastidores e concordaram sobre a necessidade de uma conversa. Trump chegou a fazer um aceno ao presidente brasileiro.
A expectativa é que Lula não mencione a crise do STF em seu discurso. A estratégia pretende evitar que o tema dê margem a intromissões estrangeiras.
Temas e funcionamento
A Assembleia Geral reúne chefes de Estado e de governo dos Estados-membros na sede da ONU, em Nova York. Entre os assuntos previstos estão paz, segurança, redução das emissões de carbono, eliminação de armas nucleares e ameaças relacionadas ao aumento do nível do mar.
As reuniões regulares ocorrem anualmente de setembro a dezembro e tratam de temas específicos da agenda, que podem resultar em resoluções com força política, mas sem poder de lei. Os encontros com chefes de Estado são realizados no final de setembro.
A assembleia também nomeia o secretário-geral da ONU a partir de recomendação do Conselho de Segurança, elege membros não permanentes do órgão e aprova o orçamento da organização. O Conselho de Segurança é formado por cinco membros permanentes e dez membros rotativos. Suas resoluções são vinculantes em questões como guerra, paz, sanções contra países e autorização de intervenções militares.
Na sessão deste ano, o Níger ocupará o primeiro assento no Salão da Assembleia Geral e nas Comissões Principais. Os demais países serão posicionados em ordem alfabética em inglês.








