O Parlamento da Etiópia reelegeu Abiy Ahmed como primeiro-ministro para um segundo mandato de cinco anos. A decisão foi tomada na segunda-feira (5), durante a primeira sessão da nova Câmara dos Representantes do Povo, a câmara baixa do Legislativo do país.
Após a recondução, Abiy prestou juramento e iniciou oficialmente o novo mandato. A formação da liderança parlamentar ocorreu depois das eleições gerais realizadas em 1º de junho, quando mais de 54 milhões de pessoas participaram da votação, conforme o Conselho Nacional Eleitoral da Etiópia.
Defesa de acesso ao mar
Em seu discurso após a reeleição, o primeiro-ministro afirmou que a Etiópia vai cooperar com os países vizinhos para proteger seus interesses nacionais. Ele também declarou que o desenvolvimento futuro do país depende da obtenção de acesso ao mar.
“A civilização etíope não pode se realizar sem acesso ao mar”, afirmou Abiy Ahmed. O primeiro-ministro acrescentou que o governo trabalhará com base no princípio de dar e receber para garantir uma saída marítima ao país.
A Etiópia não tem litoral desde a independência da Eritreia, em 1993, e sustenta que recuperar esse acesso é essencial para sua segurança e para o desenvolvimento econômico de longo prazo.
A declaração foi feita em meio à escalada de confrontos no norte do país entre forças federais e uma coalizão de grupos armados de oposição liderada pela Frente Popular de Libertação do Tigré (TPLF). A situação reacendeu o risco de uma nova guerra civil, após o conflito travado entre 2020 e 2022, que teria causado a morte de 600 mil pessoas em algumas estimativas.
A Etiópia também acusa a Eritreia de interferir em favor dos rebeldes do Tigré. Os dois países romperam relações diplomáticas na última quinta (1º), depois que o governo etíope anunciou o fechamento de sua embaixada em Asmara, capital eritreia, e declarou dez diplomatas eritreus persona non grata.








