Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Entidade argentina cobra proteção a nove presos saarauís em greve de fome

Grupo está detido há 16 anos em prisões marroquinas e iniciou protesto para exigir transferência ao Saara Ocidental.

Entidade argentina cobra proteção a nove presos saarauís em greve de fome

A Coordenadora das Organizações Argentinas Solidárias com a Causa Saarauí manifestou solidariedade e preocupação com a greve de fome por tempo indeterminado de nove presos civis saarauís mantidos em prisões marroquinas. O grupo iniciou o protesto em 23 de setembro.

Os detidos pertencem ao grupo de Gdeim Izik e estão presos há 16 anos nas unidades de Ait Melloul 2, Tiflet 2 e Kenitra Central, no Marrocos. Eles reivindicam o reagrupamento em uma única unidade e a transferência para prisões no Saara Ocidental, conforme o Direito Internacional Humanitário e a IV Convenção de Genebra.

Denúncias sobre o cárcere

A Liga para a Proteção dos Presos Saarauís informou que as autoridades impuseram isolamento total desde o início da greve. Segundo a entidade, os presos foram proibidos de fazer ligações telefônicas e de manter contato com as famílias. O grupo também denunciou transferências arbitrárias realizadas pelo regime marroquino.

Em comunicado, a coordenadora criticou a recusa da administração penitenciária marroquina em levar os presos para centros de detenção no Saara Ocidental, mais próximos dos familiares. O documento também apontou condições de encarceramento e restrições a direitos fundamentais.

Entre as reivindicações estão o cumprimento de decisões e recomendações dos mecanismos das Nações Unidas, o respeito aos direitos das pessoas privadas de liberdade, o acesso à saúde e a aproximação familiar. A entidade afirmou que a greve de fome coloca em risco a vida e a integridade física dos detidos.

A organização pediu às Nações Unidas, ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a outros organismos internacionais de direitos humanos que garantam a integridade física e psicológica dos presos. Também solicitou autorização para que organizações humanitárias tenham acesso aos locais de detenção e verifiquem de forma independente as condições do cárcere e o estado de saúde dos grevistas.

Os presos citados são Mohamed Bani, Abdallah Abbah, Mohamed Lamine Haddi, Bachir Khadda, Sidi El Bachir Boutanguiza, Ahmed Sbai, Naâma Asfari, El Hassan Azaoui e Hassan Dah. A coordenadora ainda pediu apoio de organizações sociais, sindicais, políticas, estudantis, de direitos humanos e humanitárias da Argentina às reivindicações do grupo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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