Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Revés da CDU marca eleições regionais alemãs; Die Linke lidera em Berlim

Partido de Friedrich Merz fica perto do limite parlamentar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, enquanto AfD e Die Linke lideram projeções regionais.

Revés da CDU marca eleições regionais alemãs; Die Linke lidera em Berlim

A União Democrata-Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, teve seu pior resultado em uma eleição estadual desde o pós-guerra em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. A legenda ficou em torno de 5% nas projeções e chegou perto do limite mínimo necessário para conquistar representação parlamentar.

A votação também colocou a Alternativa para a Alemanha (AfD) na liderança do estado, com 37,9%, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região, com 35,7%. Die Linke registrou 6,5%, os Verdes, 5,6%, e a CDU, cerca de 5%. As estimativas foram divulgadas pela Forschungsgruppe Wahlen e pelo ZDF.

Pressão sobre o governo de Merz

O desempenho da AfD representa uma expansão em relação à eleição estadual anterior e recoloca o partido como a força mais votada em um estado alemão. A liderança, porém, não garante a formação de um governo. As demais legendas rejeitam coalizões com a AfD, o que restringe as possibilidades de a sigla assumir o comando estadual.

Após a divulgação das projeções, Merz classificou o resultado da AfD como um “desastre”, mas disse que permanecerá no cargo. O chanceler também afirmou que a Alemanha “precisa de mudanças, determinação, firmeza e paciência”.

A derrota da CDU ocorre depois de outro resultado negativo em Saxônia-Anhalt, no início de setembro. Naquele estado, a AfD alcançou cerca de 44% dos votos. A votação abriu a possibilidade, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, de uma legenda de extrema direita assumir o governo de um estado alemão. A sigla, no entanto, não obteve maioria absoluta e dependeria de negociações.

Die Linke passa à frente na capital

Em Berlim, o Die Linke terminou na primeira posição das projeções, com 25,6% dos votos. A CDU apareceu com 19,7%, seguida pelos Verdes, com 15,3%, pela AfD, com 15,1%, e pelo SPD, com 11,8%.

O resultado amplia a votação do Die Linke em relação ao pleito anterior e coloca o partido à frente da CDU, que integra atualmente a administração da cidade-estado. A legenda também ganha força na composição do Abgeordnetenhaus, o parlamento berlinense.

Nenhum partido alcançou sozinho a maioria absoluta dos assentos. A formação do próximo governo local dependerá de negociações entre as legendas e da distribuição definitiva das cadeiras.

Negociações definirão os governos

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, o SPD ainda tem alternativas para tentar permanecer no governo, mas deverá buscar parceiros além da configuração atual. Uma possibilidade aritmética envolve SPD, Die Linke e Verdes, embora qualquer acordo dependa da distribuição final das cadeiras.

Em Berlim, a liderança do Die Linke também não assegura o comando da administração. Os partidos terão de construir uma maioria parlamentar por meio de alianças.

As eleições estaduais realizadas neste domingo (20) fazem parte de uma sequência de resultados expressivos da AfD em 2026. Em 6 de setembro, na Saxônia-Anhalt, o partido alcançou aproximadamente 44% dos votos, sob liderança de Ulrich Siegmund. A legenda também não obteve sozinha a maioria absoluta dos assentos naquele pleito.

A Alemanha tem 16 estados federados, que realizam eleições regionais com calendários e regras específicos. As projeções deste domingo ainda estavam sujeitas a alterações durante a apuração. O resultado oficial definirá a composição dos parlamentos estaduais e abrirá as negociações para a formação dos governos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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