Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Cuba calcula prejuízo de mais de US$ 8 bilhões com embargo dos EUA

Ministro das Relações Exteriores afirma que valor entre março de 2025 e fevereiro de 2026 foi recorde e não inclui novos danos.

Cuba calcula prejuízo de mais de US$ 8 bilhões com embargo dos EUA
Foto: Ramon Espinosa/AP Photo

Cuba informou que o embargo dos Estados Unidos provocou prejuízos de mais de US$ 8 bilhões (R$ 40,9 bilhões) entre março de 2025 e fevereiro de 2026. O cálculo consta de relatório apresentado nesta segunda-feira, 7, pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, que classificou o montante como um valor recorde.

A cifra ficou 7% acima da registrada no período anterior, mas não inclui os danos atribuídos ao bloqueio energético imposto nos últimos sete meses nem as sanções secundárias aplicadas desde maio contra entidades cubanas, afirmou Rodríguez.

Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos ameaça sancionar países que fornecem combustível à ilha. De acordo com o ministro, a pressão também atingiu empresas estrangeiras que negociam com Cuba. Desde o início do ano, apenas um petroleiro russo atracou no país.

As medidas contribuíram para a saída de empresas, principalmente dos setores de turismo e mineração, apontados como importantes fontes de renda para Cuba, que tem 9,4 milhões de habitantes. Rodríguez afirmou que as restrições ao combustível e a pressão sobre companhias de transporte marítimo dificultam a chegada de recursos e prejudicam serviços como abastecimento de água, transporte e saúde.

Impactos na saúde e na energia

O ministro disse que algumas cirurgias precisaram ser realizadas com lâmpadas recarregáveis e lanternas de celulares usadas pela equipe médica. Também citou o aumento da mortalidade infantil, de 4 a cada 1.000 nascidos vivos em 2018 para 9,9 em 2025, como sinal da deterioração das condições no país.

Rodríguez relacionou as sanções à crise energética cubana e afirmou que os apagões podem durar mais de 60 horas consecutivas. “O bloqueio não pune um governo; pune o cotidiano de um povo em todos os seus aspectos”, declarou.

Apesar dos efeitos relatados, o chanceler rejeitou a possibilidade de uma emergência humanitária. “Não haverá uma crise humanitária em Cuba”, afirmou, ao defender a solidariedade entre os habitantes.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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