O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que o país chegará a um acordo com Cuba e descartou a necessidade de uma ação militar. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, antes de sua viagem ao Tennessee.
“Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que precisaremos das Forças Armadas”, disse Trump. O presidente também afirmou que o governo norte-americano quer ajudar Cuba e abrir a ilha para o povo dos Estados Unidos.
A administração Trump declarou que pretende mudar o governo cubano. Um bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos no início deste ano aumentou a pressão sobre Cuba, que enfrenta escassez de combustível e apagões agravados pela infraestrutura precária.
Na terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Trump classificou Cuba como um Estado falido e declarou que “a liberdade chegará” à ilha. A delegação cubana deixou o plenário durante a fala.
Posição de Cuba
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou neste sábado, na ONU, que o país continuará aberto ao diálogo com os Estados Unidos. Ele não mencionou diretamente as declarações de Trump, mas disse que Havana aceita relações comerciais e empresariais com empresas norte-americanas e condenou o embargo comercial dos EUA.
Os Estados Unidos mantêm o embargo contra Cuba há mais de 60 anos. Em janeiro, o governo Trump intensificou a tensão ao usar as Forças Armadas para depor o presidente venezuelano Nicolás Maduro.








