Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Trump ameaça ação militar na América Latina e fala em destruir o Irã

Na ONU, presidente dos EUA associou cartéis ao terrorismo, citou a guerra com o Irã e criticou Cuba e a inteligência artificial.

Trump ameaça ação militar na América Latina e fala em destruir o Irã
Foto: reprodução de vídeo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou usar força militar na América Latina e afirmou que poderá destruir o Irã durante o discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (23). Ele associou os cartéis latino-americanos ao terrorismo e disse que o objetivo é encerrar o tráfico de drogas na região.

Trump comparou os cartéis ao “Isis do hemisfério Ocidental”, em referência ao Estado Islâmico. O presidente americano afirmou que esses grupos usam assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror. Em maio, o governo dos Estados Unidos havia designado o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na fala, Trump não citou o Brasil nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para proteger os interesses nacionais vitais dos EUA”, disse Trump. Ele também afirmou que o aparato militar da Venezuela não impediu a atuação americana, apesar de o país ter recebido equipamentos de outros países.

Declarações sobre o Irã

Ao tratar do conflito com o Irã, iniciado no fim de fevereiro deste ano, Trump disse que precisa decidir entre um acordo e a destruição do país. Ele justificou a guerra afirmando que Teerã recebeu oportunidades para negociar, mas não poderia obter uma arma nuclear.

Apesar da ameaça, o presidente americano declarou acreditar em um acordo depois das eleições de meio de mandato, marcadas para o início de novembro. Trump também afirmou que não concorre novamente e repetiu que foi responsável por solucionar oito conflitos ao redor do mundo no ano passado.

Trump foi o segundo chefe de Estado a discursar no primeiro dia do Debate Geral, depois de Lula. Pela tradição da Assembleia, o Brasil abre os discursos e os Estados Unidos, país anfitrião, vêm na sequência. A participação ocorreu a menos de dois meses das eleições de meio de mandato, em um cenário de guerra no Irã e baixa aprovação do governo americano.

Cuba e inteligência artificial

Sob pressão em Cuba, Trump disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, tenta negociar com a ilha, que enfrenta apagões em meio a sanções americanas. Ele acusou o governo cubano de manter relações com grupos de esquerda e redes comunistas nos Estados Unidos.

A delegação cubana deixou a Assembleia durante o discurso. Depois, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou na rede social X que Trump propaga mentiras e escreveu que Cuba tem direito a ser plenamente soberana e independente.

Trump também declarou que não pretende adotar decisões para frear a inteligência artificial. Segundo ele, o governo passará a usar o termo “superinteligência” para se referir à tecnologia. O presidente criticou as avaliações sobre possíveis efeitos nocivos da inteligência artificial.

A agenda em Nova York inclui uma reunião com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Será o primeiro encontro presencial entre os dois desde uma operação militar americana que capturou Nicolás Maduro, em janeiro, e o levou aos Estados Unidos para responder a acusações na Justiça americana.

A reunião deverá ocorrer no formato conhecido como “pull-aside”. Delcy Rodríguez assumiu o comando da Venezuela depois da queda de Maduro, e seu governo passou a negociar com Washington questões relacionadas ao petróleo, à recuperação econômica e à reestruturação da dívida venezuelana.

A Assembleia deste ano tem como tema “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. Os discursos do Debate Geral seguem até a próxima segunda-feira (28).

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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