NOVA YORK — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir a República Islâmica do Irã e pediu que outros países adotem isolamento econômico total contra Teerã. As declarações foram feitas nesta terça-feira (22), durante a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Trump afirmou que enfrenta uma escolha entre buscar um acordo diplomático e recorrer diretamente à força militar. “Tenho uma grande decisão a tomar”, disse, antes de mencionar a possibilidade de aniquilar o governo iraniano.
Apesar da ameaça, o presidente declarou acreditar que um entendimento com o Irã poderá ser alcançado após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para o início de novembro. Ele também voltou a dizer que não permitirá que Teerã desenvolva capacidade atômica militar.
Pressão contra Teerã
Durante o discurso, Trump convocou a comunidade internacional a pressionar o Irã até que o país interrompa ataques à navegação comercial, abandone suas ambições nucleares e deixe de apoiar o terrorismo. Segundo o presidente, o país já não ocupa a posição que tinha no Oriente Médio.
As declarações ocorreram em meio à preocupação internacional com seis meses de conflitos diretos e escaramuças envolvendo forças dos Estados Unidos e um governo iraniano mais ativo na região. O cenário mantém a instabilidade no Oriente Médio e a atenção voltada ao programa nuclear iraniano.
Do lado de fora da sede da ONU, dezenas de manifestantes contrários ao regime iraniano fizeram um ato com cartazes em defesa da democracia e da liberdade, além de críticas à ditadura em Teerã.
Ucrânia, Venezuela e balanço do governo
Antes de abordar os temas internacionais, Trump apresentou o que classificou como avanços de sua administração nas áreas de economia, segurança pública e controle da imigração. Ele disse ter transformado uma era sombria em uma era de ouro nos Estados Unidos. A avaliação foi apresentada apesar de pesquisas de opinião indicarem queda de sua popularidade no período pré-eleitoral.
Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, o presidente reafirmou que pretende encerrar o conflito. Trump afirmou que mantém colaboração com os líderes dos dois países e declarou: “vamos resolver essa questão”. O objetivo foi definido como prioridade quando ele assumiu seu segundo mandato, em janeiro do ano passado.
Ao falar sobre a Venezuela, Trump apresentou as medidas adotadas por Washington como demonstração de firmeza diplomática e militar. Ele afirmou que os Estados Unidos poderão usar seu poderio militar para proteger interesses nacionais no Hemisfério Ocidental.







