Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Crânio do tilacino indica mordida rápida contra presas ágeis

Análise liderada por Vera Weisbecker relaciona a anatomia do animal à caça de pequenos marsupiais, e não de ovelhas.

Crânio do tilacino indica mordida rápida contra presas ágeis

A anatomia do crânio do tilacino sugere uma mordida rápida, adequada para capturar animais pequenos e ágeis. A conclusão contrasta com a imagem de predador de grandes rebanhos associada aos nomes lobo-da-tasmânia e tigre-da-tasmânia.

O estudo foi coordenado por Vera Weisbecker, da Universidade Flinders, e publicado na Nature Communications. Pesquisadores de quatro instituições australianas compararam a geometria craniana de exemplares de tilacino (Thylacinus cynocephalus) com a de outros mamíferos predadores, incluindo canídeos, carnívoros e marsupiais.

Estrutura ligada à velocidade

O tilacino tinha um crânio grande, um maxilar comprido e alto e um focinho alargado. Essa combinação não corresponde exatamente à anatomia de nenhum carnívoro atual. A mandíbula longa, porém, faria a ponta se mover com maior velocidade durante a mordida, aumentando o impacto do ataque.

“Quando mais longa é a mandíbula, mais rápido a ponta dela se movimenta quando um animal dá uma mordida”, explicou Weisbecker em comunicado oficial. Segundo a pesquisadora, o tamanho do crânio ajudaria o animal a suportar a força dessas mordidas.

Os cientistas identificaram uma comparação parcial com o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), embora as duas espécies tenham histórias evolutivas distintas. A analogia também é limitada porque o lobo-guará inclui muitas frutas nativas do cerrado em sua dieta, enquanto os tilacinos, pelas evidências disponíveis, comiam exclusivamente carne.

A estratégia de fechar rapidamente maxilares compridos também aparece em outros vertebrados, como crocodilos e peixes predatórios que capturam presas ágeis. No caso do tilacino, a hipótese é que esse mecanismo fosse útil contra animais relativamente pequenos, como os bandicoots, marsupiais do tamanho de coelhos, de hábitos noturnos.

Dentição e extinção

Os caninos do tilacino se pareciam com os de quolls, marsupiais menores. A mordida desses animais penetra e solta, em vez de segurar a presa. Esse padrão seria pouco compatível com a caça de animais domésticos grandes, como as ovelhas levadas à Austrália pelos colonizadores europeus.

O tilacino tinha porte semelhante ao de um cão doméstico de tamanho médio: media 60 cm de altura nos ombros, chegava a 1,3 m de comprimento sem a cauda, que podia alcançar 60 cm, e pesava em média 17 kg. Embora lembrasse superficialmente um lobo ou cachorro de focinho comprido, sua anatomia reunia características próprias.

Os últimos exemplares morreram em 1936, na ilha australiana da Tasmânia. Para Weisbecker, o animal foi caçado por causa da crença de que representava uma ameaça feroz ao gado, apesar da pouca evidência em favor dessa ideia. A espécie acabou exterminada sob a justificativa de proteção aos rebanhos de ovelhas.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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