MOSCOU — A coalizão árabe que atua contra o movimento iemenita Ansar Allah, conhecido como houthis, acusou o grupo de atacar uma estação de distribuição de eletricidade em Medina, na Arábia Saudita. A instalação fornece energia à Mesquita do Profeta, segundo o major-general Turki Al-Malki, porta-voz da coalizão.
O ataque ocorreu às 5h11 de terça-feira, 29 de setembro de 2026, na estação de Taibah. Em comunicado divulgado na quinta-feira, Al-Malki afirmou que a investigação e as evidências reunidas pelas autoridades confirmaram a participação dos houthis no planejamento e na execução da ação. A conclusão teria considerado a análise feita após o ataque e os destroços do drone utilizado.
Um dos transformadores da estação apresentou falha, mas o funcionamento da rede elétrica não foi afetado. Al-Malki classificou o local como uma instalação civil e disse que o alvo atende a um ponto sagrado do mundo islâmico.
Um porta-voz dos houthis negou a acusação da coalizão. O representante classificou a denúncia como “uma mentira que nada tem a ver com a realidade”.
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia também condenou o ataque atribuído aos houthis e pediu o fim imediato e incondicional de ações desse tipo. Em comunicado, o governo turco afirmou que os ataques ameaçam a soberania e a segurança da Arábia Saudita e atingem o patrimônio sagrado do mundo islâmico. Ancara reiterou apoio ao país e defendeu que sejam evitadas medidas capazes de ampliar as tensões na região.
O conflito entre os houthis e o Exército pró-governo apoiado pela Arábia Saudita foi retomado em meados de julho, após uma trégua de quatro anos. Nesse período, os houthis capturaram toda a costa ocidental do Mar Vermelho e cidades próximas ao Estreito de Bab al-Mandab.









