O Chade condenou os ataques aéreos recentes na província de Ennedi Est, associados ao conflito sudanês, e advertiu que poderá reagir a novas violações de sua soberania. A posição foi apresentada neste sábado (26), durante a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Abdel-Madjid Abdel-Rahim Mohamed, ministro da Saúde Pública e Prevenção, discursou em nome do presidente da República, que não participou por causa de compromissos da agenda interna. Ele classificou as incursões como uma “violação inaceitável” e afirmou que o país se reserva o direito de adotar todas as medidas necessárias previstas no direito internacional caso os episódios se repitam.
Na área ambiental, o governo destacou a vulnerabilidade da bacia do Lago Chade. O país pediu que as nações desenvolvidas cumpram os compromissos financeiros relacionados à adaptação climática, à resiliência e à transferência de tecnologia.
Durante o discurso, o ministro também criticou o que chamou de “cinismo dos mais fortes” e de política de “dois pesos e duas medidas”. Ao mesmo tempo, reafirmou o compromisso do Chade com o multilateralismo e com a Carta das Nações Unidas, além da defesa da estabilidade regional.








