Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Han Zheng defende diálogo e maior voz do Sul Global na ONU

Vice-presidente chinês apresenta propostas de Pequim para segurança, desenvolvimento, tecnologia e reformas na governança internacional.

Han Zheng defende diálogo e maior voz do Sul Global na ONU
Foto: Xinhua

O vice-presidente da China, Han Zheng, defendeu na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas mudanças na governança internacional para ampliar a participação dos países em desenvolvimento e preservar a igualdade soberana entre os Estados. A participação dele no encontro ocorreu entre 24 e 26 de setembro.

Han afirmou que conflitos geopolíticos persistentes, diferenças de desenvolvimento e desafios que ultrapassam as fronteiras nacionais exigem respostas coordenadas. Nesse cenário, apresentou as iniciativas globais de Desenvolvimento, Segurança, Civilização e Governança Global, formuladas pelo presidente Xi Jinping.

Segurança e reformas internacionais

Na área de segurança, o vice-presidente chinês pediu a manutenção do sistema internacional centrado nas Nações Unidas e da ordem construída após a Segunda Guerra Mundial. Para ele, disputas devem ser encaminhadas por diálogo e consultas, com base na Carta da ONU e no direito internacional.

Han também criticou operações militares unilaterais sem autorização do Conselho de Segurança e atribuiu às grandes potências uma responsabilidade especial na preservação da paz. A China defende que reformas na ONU fortaleçam a organização, aumentem sua capacidade de responder às mudanças internacionais e ampliem a representação do Sul Global.

Desenvolvimento, comércio e inteligência artificial

O discurso deu destaque à redução da pobreza, à segurança alimentar e à transição energética. Han cobrou dos países desenvolvidos o cumprimento dos compromissos de financiamento voltados ao desenvolvimento e ao combate às mudanças climáticas.

Ao abordar a inteligência artificial, o vice-presidente propôs uma utilização voltada às pessoas e ao bem comum. A expansão da tecnologia, segundo a posição apresentada por Pequim, deve vir acompanhada de medidas para reduzir a desigualdade digital e distribuir seus benefícios.

Na economia, Han se manifestou contra o protecionismo e defendeu a preservação do comércio multilateral organizado em torno da Organização Mundial do Comércio. A avaliação é que nenhum país consegue alcançar desenvolvimento pleno sem um ambiente internacional aberto e cooperativo.

A China também sustentou que países grandes e pequenos devem participar em condições de igualdade das decisões internacionais. Para Pequim, o respeito aos diferentes caminhos de desenvolvimento e o diálogo entre civilizações ajudam a evitar preconceitos ideológicos e a imposição de modelos universais.

Participação chinesa

Han lembrou que 2026 marca 55 anos da restauração do assento da República Popular da China nas Nações Unidas, estabelecida pela Resolução 2758 da Assembleia Geral em 1971. Ele afirmou que, desde então, o país busca contribuir para a estabilidade internacional, o crescimento econômico e a presença de nações em desenvolvimento na governança mundial.

A China foi responsável por aproximadamente 30% do crescimento econômico mundial nos últimos anos, conforme dados apresentados pelo vice-presidente. Nesse período, a Iniciativa de Desenvolvimento Global mobilizou mais de US$ 23 bilhões. O país também passou a permitir a entrada com tarifa zero de produtos de países africanos e de nações menos desenvolvidas com as quais mantém relações diplomáticas.

Ao final, Han defendeu mais cooperação internacional, o fortalecimento das Nações Unidas, o diálogo na solução de conflitos e um modelo de desenvolvimento compartilhado, com maior participação do Sul Global nas decisões mundiais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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