Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Brics condena sanções sem aval da ONU e manifesta preocupação com Oriente Médio

Declaração conjunta defendeu a proteção de instalações nucleares e criticou medidas unilaterais durante cúpula em Nova Délhi.

Brics condena sanções sem aval da ONU e manifesta preocupação com Oriente Médio

O Brics manifestou preocupação com o aumento das tensões no Oriente Médio e condenou sanções que não tenham autorização do Conselho de Segurança da ONU. A posição foi apresentada neste sábado, 12, durante a cúpula do grupo em Nova Délhi, que reúne líderes de economias emergentes.

A declaração conjunta também criticou ataques deliberados contra infraestruturas civis e instalações nucleares pacíficas submetidas às salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU. O documento afirmou que a segurança e a proteção nuclear devem ser preservadas durante conflitos armados. A posição foi interpretada como uma crítica indireta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra instalações nucleares iranianas.

“Apelamos pela eliminação dessas medidas ilegais, que minam o direito internacional e os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas”, afirmou o documento. As lideranças não identificaram países específicos ao tratar das sanções.

Conflitos testam a unidade do grupo

Fundado em 2006 por Brasil, Rússia, Índia e China, o Brics recebeu a África do Sul em 2010 e chegou a 11 membros. O grupo busca ampliar a representação dos países em desenvolvimento nas instituições globais e promover alternativas às instituições financeiras dominadas pelo Ocidente.

A cúpula contou com o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente chinês, Xi Jinping, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e os líderes dos outros oito integrantes. A guerra no Irã, iniciada após ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, ocorre em um cenário de intensificação dos combates entre a Arábia Saudita e os rebeldes houthis do Iêmen.

As guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além das tensões entre Estados Unidos e China, desafiam a capacidade do Brics de conciliar interesses geopolíticos distintos.

Índia, Rússia e China defendem posições do bloco

O primeiro-ministro indiano, Modi, disse que o Brics não tem como objetivo se opor ao Ocidente e defendeu maior participação do Sul Global na definição das regras da governança internacional. Ele também propôs uma rede marítima do Brics para fortalecer a segurança e o bem-estar dos trabalhadores do setor, em meio aos riscos provocados por interrupções no comércio marítimo relacionadas à guerra no Irã.

Putin defendeu a ampliação do Conselho de Segurança da ONU para aumentar a representação da Ásia, da África e da América Latina. Ele afirmou que a transição para um mundo multipolar enfrenta resistência de países que usam tarifas, sanções e força para conter concorrentes em ascensão, mas reiterou que a Carta das Nações Unidas é a base do direito internacional.

Pezeshkian apoiou a ampliação do comércio em moedas nacionais entre os integrantes do Brics. “Um dos passos mais importantes é ampliar o uso de moedas nacionais no comércio entre os membros”, disse o presidente iraniano na sexta-feira, 11.

A Índia tenta manter relações estratégicas com Rússia e Irã enquanto aprofunda laços econômicos, de defesa e tecnológicos com os Estados Unidos e a Europa. Modi se reuniu separadamente com Putin e Pezeshkian em Nova Délhi na sexta-feira. Também são esperadas conversas entre Modi e Xi neste sábado, em meio à tentativa de reduzir as tensões entre Índia e China após a escalada na fronteira em 2020.

Em maio, os ministros das Relações Exteriores do Brics não chegaram a um acordo sobre uma declaração conjunta a respeito da guerra no Irã, e a Índia divulgou um resumo da presidência.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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