O presidente chinês Xi Jinping e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi reafirmaram o crescimento dos laços entre China e Índia e defenderam que os dois países atuem como parceiros. O consenso foi alcançado durante uma reunião à margem da 18ª Cúpula do BRICS, em Nova Delhi.
Este foi o terceiro encontro entre os dois líderes em três anos. A reunião marcou a continuidade do processo de aproximação iniciado em 2024, segundo a avaliação apresentada sobre as relações bilaterais.
Xi Jinping afirmou que a estabilidade dos vínculos depende de uma percepção estratégica objetiva e racional, da cooperação ganha-ganha e do respeito e da compreensão mútuos. Para o presidente chinês, China e Índia também devem ampliar a coordenação multilateral aberta e inclusiva.
Relações e questões fronteiriças
Os dois países defenderam a valorização dos Cinco Princípios da Coexistência Pacífica, formulados pela liderança chinesa e incluídos em declarações conjuntas entre China e Índia e entre China e Mianmar. Esses princípios foram apresentados como normas básicas para as relações entre os Estados.
A proposta é avançar simultaneamente no desenvolvimento dos laços bilaterais e na resolução das questões fronteiriças. As duas frentes, de acordo com a avaliação apresentada, devem se reforçar para preservar a paz e a tranquilidade nas áreas de fronteira e sustentar o relacionamento no longo prazo.
China e Índia têm populações superiores a 1,4 bilhão de habitantes cada e foram descritas como os dois países mais populosos do mundo. A relação entre os dois países foi associada à capacidade de grandes nações em desenvolvimento conviverem em harmonia.
Cooperação entre países em desenvolvimento
A avaliação apresentada pelos dois lados é de que China e Índia oferecem oportunidades de desenvolvimento uma à outra, e não ameaças. Os países atravessam um período crítico de modernização, com o desenvolvimento como principal ponto de convergência. Por isso, devem aproveitar seus pontos fortes e avançar conjuntamente como parceiros de cooperação, não como rivais.
Como membros do Sul Global, China e Índia também foram chamadas a contribuir para a cooperação entre os BRICS, para a multipolaridade mundial e para a democratização das relações internacionais. A expectativa é de continuidade dos intercâmbios em diversas áreas, estabilidade nos laços bilaterais e contribuição para o progresso humano.









