Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Brasil mantém defesa de mulher latino-americana no comando da ONU

Após Michelle Bachelet deixar a disputa, governo brasileiro ainda não definiu qual candidatura apoiará para a Secretaria-Geral da ONU.

Brasil mantém defesa de mulher latino-americana no comando da ONU

O Brasil mantém a defesa de que uma mulher da América Latina seja escolhida para suceder António Guterres na Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas. O governo, porém, ainda não anunciou qual candidatura apoiará após a desistência da ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

Em nota, o Itamaraty afirmou que a trajetória de Bachelet demonstra a existência de lideranças femininas qualificadas na região. A chilena tinha o apoio do Brasil e do México, que atuavam em conjunto na campanha.

“Michelle Bachelet é uma prova de que nossa região conta com mulheres à altura do cargo”, declarou o Itamaraty. O governo também destacou a atuação da ex-presidente como chefe de Estado do Chile, ministra da Saúde, ministra da Defesa, diretora da ONU Mulheres e alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A posição brasileira considera o princípio de rotatividade regional. O mandato de António Guterres, que é português, termina em 31 de dezembro, depois de dois mandatos consecutivos. Para o Brasil, a sucessão deve contemplar a América Latina, que não ocupa o cargo há décadas.

O Itamaraty agradeceu ao México pela coordenação da candidatura de Bachelet e afirmou que apoiará um nome comprometido com os princípios da ONU, o direito internacional, a paz e a segurança, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Também defendeu um processo de escolha transparente e inclusivo.

Bachelet foi indicada em fevereiro pelo governo do então presidente do Chile, Gabriel Boric, com apoio brasileiro e mexicano. A candidatura perdeu força depois que o novo presidente chileno, José Antonio Kast, retirou o respaldo oficial do país.

Disputa pela Secretaria-Geral

A escolha começa no Conselho de Segurança, que recomenda um nome à Assembleia Geral. O candidato escolhido assume mandato de cinco anos, com possibilidade de uma recondução.

O secretário-geral é o principal representante da ONU e exerce funções administrativas e diplomáticas. Entre suas atribuições estão coordenar os trabalhos da organização, participar de negociações internacionais, mediar conflitos e alertar o Conselho de Segurança sobre crises que possam ameaçar a paz mundial. O cargo não permite impor decisões aos países.

A sucessão ocorre durante a presença de Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York. O presidente discursará nesta terça-feira no debate-geral da Assembleia Geral das Nações Unidas. A previsão é que defenda o multilateralismo, critique guerras e conflitos internacionais e trate da soberania brasileira. Também poderá criticar ações dos Estados Unidos sem citar nominalmente Donald Trump, atual presidente norte-americano.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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