Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Ataque iraniano atinge aeronaves dos EUA em base na Jordânia

Ofensiva danificou um A-10 e cerca de oito F-15; Jordânia afirma ter interceptado 18 mísseis iranianos.

Ataque iraniano atinge aeronaves dos EUA em base na Jordânia

Um ataque iraniano danificou aeronaves de combate dos Estados Unidos na Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia. Entre os aviões atingidos estão um A-10 Thunderbolt e cerca de oito caças F-15. Não houve mortes entre militares estadunidenses.

A ofensiva ocorreu durante a madrugada de terça-feira, nas proximidades de Azraq, aproximadamente 100 quilômetros a nordeste de Amã. A instalação é um dos principais centros das operações aéreas dos Estados Unidos na região.

O A-10, conhecido como Warthog, teria sofrido danos graves em uma das asas. Os F-15 tiveram avarias leves e depois voltaram ao serviço, conforme informações atribuídas a fontes familiarizadas com o episódio. O Comando Central dos Estados Unidos não confirmou os danos relatados.

Defesa da base e tensão regional

Durante o ataque, as forças americanas teriam disparado mais de 30 mísseis interceptores Patriot para proteger a base e as aeronaves. O governo da Jordânia informou que 18 mísseis iranianos foram interceptados. Outros dois projéteis caíram em áreas desabitadas, sem causar vítimas, segundo as autoridades jordanianas.

Washington negou as alegações iranianas de que dois destróieres da Marinha dos Estados Unidos tenham sido atingidos nos confrontos mais recentes. A ação ocorreu em meio à escalada entre Washington e Teerã e ao aumento das disputas sobre a navegação no Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos restringiram o tráfego marítimo de embarcações com origem ou destino em portos iranianos. Teerã, por sua vez, adotou controles para a passagem de navios pelo estreito. Antes da guerra, a rota concentrava cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

O Comando Central afirmou que forças americanas destruíram dez navios petroleiros iranianos desde 5 de setembro, sendo cinco deles na terça-feira. Washington declarou que as ações ocorreram após um ataque iraniano, com mísseis balísticos, contra um navio de guerra dos Estados Unidos.

Petróleo e novas ameaças

Os combates entre Estados Unidos e Irã, somados a ataques de mísseis e drones dos Houthis contra a infraestrutura energética da Arábia Saudita, elevaram a pressão sobre os mercados internacionais. O petróleo Brent voltou a superar US$ 100 por barril, em meio ao temor de interrupções no fornecimento e de novas restrições à circulação no Golfo Pérsico.

Na quarta-feira, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos poderiam atacar “muito mais” navios iranianos caso Teerã continuasse mirando alvos americanos. Ele também acusou o governo iraniano de prolongar a guerra para influenciar as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.

O Irã rejeita a acusação. Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, afirmou que Washington deveria encerrar suas “intervenções malignas e desestabilizadoras em nossa região” se realmente buscasse a paz.

Teerã também tem advertido governos do Oriente Médio contra a autorização do uso de seus territórios ou espaços aéreos em operações americanas. Desde fevereiro, forças iranianas atacaram alvos dos Estados Unidos em Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Jordânia. Na semana passada, o chanceler Abbas Araghchi defendeu as ações como reação ao uso de territórios e espaços aéreos árabes pelos Estados Unidos em ofensivas contra o Irã.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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