Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Clubes articulam adiamento de punições do fair play financeiro

Proposta liderada pelo Santos quer ampliar o prazo de transição para dívidas anteriores a 2026; pedido ainda será analisado pela ANRESF.

Clubes articulam adiamento de punições do fair play financeiro

Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro articulam uma proposta para adiar as punições previstas no fair play financeiro para dívidas anteriores a 2026. O movimento é liderado pelo Santos, que busca apoio para levar o pedido à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).

A proposta prevê estender o período de transição até novembro de 2028 ou, no mínimo, até o fim de 2027. A ideia, porém, divide os participantes. Enquanto alguns clubes defendem mais tempo para regularizar débitos históricos, outros afirmam que uma flexibilização prejudicaria as equipes que mantêm as contas em dia. O Cuiabá está entre os clubes contrários ao adiamento.

Pelas regras atuais, as dívidas anteriores a 2026 permanecem em transição até 30 de novembro deste ano. Nesse período, o descumprimento das exigências gera apenas advertências. A partir de dezembro, podem ser aplicadas multas, retenção de receitas, restrições para registrar jogadores e perda de pontos. Em situações graves, o regulamento também prevê rebaixamento e cassação da licença.

Os defensores da mudança consideram curto o prazo para solucionar dívidas históricas e de valores elevados. Eles também apontam que uma medida recente do governo federal envolvendo casas de apostas pode reduzir receitas de patrocínio e dificultar o cumprimento das obrigações financeiras.

Estimativas discutidas pelos clubes indicam que o endividamento líquido dos principais times brasileiros varia de R$ 16 bilhões a R$ 17,3 bilhões. Para os defensores da proposta, a cobrança imediata pode ampliar os atrasos entre as equipes, porque a dívida de um clube representa receita a receber para outro.

O Fluminense está sujeito às regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira do futebol brasileiro. Uma eventual mudança no calendário de punições poderá afetar o planejamento financeiro dos participantes das Séries A e B. Até agora, no entanto, não houve alteração oficial: o pedido ainda precisa ser formalizado e analisado pela ANRESF.

Anunciado em novembro de 2025, o sistema tem quatro pilares: solvência, equilíbrio financeiro, controle de custos e endividamento. A ANRESF fiscaliza as informações apresentadas pelos clubes. Transações entre equipes e contratos de atletas devem ser registrados no sistema da CBF, com os valores previstos, incluindo salários e direitos de imagem.

O regulamento limita os déficits a R$ 30 milhões ou 2,5% das receitas relevantes na Série A, considerando o maior valor. Na Série B, o limite é de R$ 10 milhões ou 2,5% das receitas. O controle da dívida líquida de curto prazo terá implementação gradual até 2030. Até uma decisão oficial, permanece o calendário de punições previsto nas regras atuais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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