Lula defendeu o encerramento das atividades das bets e afirmou que a medida não representa prejuízo para o futebol brasileiro. A declaração foi dada durante uma cerimônia de sanção de medidas voltadas ao futebol feminino.
O presidente também disse que os clubes precisam buscar alternativas de gestão e receita. “E os clubes que se virem”, afirmou. Lula citou a possibilidade de transformação dos clubes em empresas e defendeu a escolha de profissionais considerados competentes para administrar essas estruturas.
A mudança atinge diretamente o Fluminense, que mantém contrato com a Superbet até 2029. O presidente do clube, Mattheus Montenegro, declarou que o impacto financeiro pode superar R$ 100 milhões. O acordo prevê R$ 53 milhões fixos por temporada, além de valores condicionados ao cumprimento de metas.
Antes da publicação da medida provisória, o Fluminense havia defendido a criação de um período de transição. O clube argumentou que alterações imediatas poderiam provocar efeitos financeiros e jurídicos sobre contratos em vigor.
Reunião com dirigentes
Lula também criticou o impacto social das apostas e afirmou que as empresas terão de buscar outras formas de atuação caso queiram continuar gerando receita no país. “Se eles quiserem ganhar dinheiro, vão ganhar fazendo outra coisa, gerando emprego de qualidade”, disse.
Uma reunião entre representantes do governo e dirigentes do futebol está prevista para esta terça-feira (29). O encontro deve discutir os efeitos financeiros do fim dos patrocínios das bets.
Levantamentos citados no caso indicam que 14 dos 20 clubes da Série A têm empresas de apostas como patrocinadoras máster. A discussão envolve clubes, fabricantes, varejistas, jogadores, competições e empresas de mídia, além do Fluminense.
Os apostadores têm até 5 de outubro para retirar valores disponíveis nas plataformas. O encerramento dos sites e aplicativos está previsto para o dia seguinte. Entidades que representam o setor recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a medida.









