A mudança nas regras para o setor de apostas abriu uma divisão nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e levou os clubes a discutir alternativas para reduzir o impacto financeiro da decisão. O Fluminense acompanha o cenário e está entre as equipes afetadas, por manter contrato com a Superbet.
O presidente da CBF, Samir Xaud, demonstrou insatisfação com a medida e manteve contato com dirigentes de clubes. Enquanto isso, Francisco Mendes, que acompanha a Seleção Brasileira na Austrália, tentou mobilizar as equipes para uma reunião em Brasília com o Ministério do Esporte.
O encontro foi adiado. Oficialmente, o ministério informou que a decisão ocorreu por questões logísticas. Nos bastidores, os clubes articulavam o esvaziamento da reunião devido à insatisfação com a medida provisória que proibiu as bets.
Entre as alternativas discutidas pelas equipes estão a busca por crédito e a renegociação de dívidas. O objetivo é diminuir os efeitos financeiros da mudança sobre os clubes.
A CBF não pretende assumir o protagonismo na disputa entre as equipes e o governo. A entidade apenas atendeu a um pedido do Ministério do Esporte para ajudar a mobilizar os participantes.
O convite foi feito pelo ministro Paulo Henrique Perna Cordeiro a Samir Xaud. A reunião teria como pauta o fortalecimento dos clubes e do futebol brasileiro, mas foi adiada diante da baixa adesão esperada. Ainda não há nova data definida.
Fluminense e os demais clubes continuam acompanhando a discussão, que envolve governo, equipes, entidades esportivas e o setor de apostas.









