A ausência de “Roots” e de “Roots Bloody Roots” marcou a apresentação do Sepultura no Palco Mundo do Rock in Rio neste sábado, 5. O grupo encerrou sua passagem pelo festival com um show da turnê de despedida Celebrating Life Through Death, apresentado diante de fãs brasileiros reunidos sob chuva na Cidade do Rock.
A banda abriu o palco com uma formação composta por Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Greyson Nekrutman. O repertório priorizou músicas do EP The Cloud of Unknowing, lançado depois do anúncio da “morte” do grupo, ainda neste ano, além de faixas gravadas já com Derrick na formação. Clássicos também apareceram, mas o álbum Roots não foi lembrado.
Público e protagonismo compartilhado
Mesmo com a chuva, o público era considerável para o horário. Rodas de mosh, também chamadas de “bate-cabeça”, se formaram principalmente na parte final do show. No palco, os integrantes dividiram o protagonismo e demonstraram conforto durante a apresentação.
A potência do sistema de som do Palco Mundo acompanhou a proposta da turnê, cujo nome significa “Celebrando a vida através da morte”, em tradução livre. Andreas afirmou: “É um dos melhores momentos da nossa carreira”. Ele usava uma camiseta com uma caveira e a frase “funeral influencer”.
Em outro momento, ao som de um berimbau, o guitarrista pintou uma tela cinza com raios solares amarelos. Mais perto do fim, o vocalista Derrick Green cantou Beyond The Dream. No refrão, a faixa repete: “Deixando tudo isso para trás para recomeçar. Não há expectativas”.
Última apresentação
A turnê já havia passado pelo Rock in Rio em Lisboa, em junho. Na ocasião, o Sepultura tocou em um palco secundário, com uma apresentação marcada por precisão técnica e intensidade associada à fase mais antiga da banda.
O próximo compromisso será a última apresentação do Sepultura, em novembro, no Mercado Livre Arena Pacaembu. No sábado, o Rock in Rio continua com o “dia do metal” e a banda Avenged Sevenfold como headliner.








