O Rock in Rio avalia incluir artistas sertanejos em uma próxima edição, segundo Roberto Medina, criador do festival. A possibilidade voltou ao debate após o encerramento do Rock in Rio 2026, no último domingo, 13, e divide opiniões sobre a identidade do evento.
A presença do gênero, porém, pode enfrentar obstáculos nas negociações. O festival não divulga os valores pagos a cada atração, e artistas brasileiros já afirmaram ter desembolsado mais do que receberam em cachês para participar de eventos desse tipo.
Histórico de diversidade musical
Apesar do nome, o Rock in Rio reúne diferentes estilos desde sua primeira edição, em 1985. Naquele ano, a programação teve shows de Elba Ramalho, Alceu Valença e Moraes Moreira.
A entrada do funk também provocou resistência. A estreia de Anitta no Rock in Rio brasileiro ocorreu apenas em 2019; no ano anterior, ela havia cantado na edição de Lisboa. Depois disso, o festival ampliou a presença de ritmos como trap, k-pop, forró e brega, recebidos pelo público da Cidade do Rock.
A proposta do evento é diferente da adotada pelo Lollapalooza, que busca antecipar tendências musicais. O Rock in Rio apresenta uma seleção de gêneros já consolidados no Brasil e no mundo. Nesse modelo, o sertanejo poderia ocupar um dia de programação mais pop.
Ana Castela, Simone Mendes e Henrique & Juliano são citados como artistas que poderiam atrair público ao palco principal. A contratação, no entanto, depende também da relação entre cachê e exposição.
Os shows transmitidos para todo o país funcionam como vitrines para artistas brasileiros. A participação pode gerar contratos publicitários posteriores, o que ajuda a compensar o investimento feito por alguns deles para se apresentar em festivais desse tipo.








