Bianca Quartiero e Rodrigo Pipponzi, integrantes da terceira geração das famílias fundadoras da Camil e da Droga Raia, se uniram a Mariana Campanatti para criar o Instituto Benera. A iniciativa busca fortalecer a cultura da doação e melhorar a articulação entre famílias, empresas, sociedade civil e governo.
O grupo pretende criar condições para que pessoas e famílias com recursos e interesse em fazer filantropia encontrem caminhos para começar. A proposta envolve articulação, autofinanciamento e confiança entre as instituições. “Mais do que dividir o bolo, é preciso se questionar como ele foi e é produzido”, afirma Bianca Quartiero.
Antes do lançamento, o trio arrecadou R$ 3 milhões. A meta é superar três vezes esse valor e chegar a R$ 10 milhões em três anos. A estrutura do Instituto Benera já está financiada, o que permite direcionar os recursos para as ações relacionadas à missão da organização.
Conversas entre gerações
Os fundadores também querem ampliar o debate sobre privilégios, propósito, legado e origem da riqueza. Para Bianca, essas questões começam a ser discutidas cada vez mais cedo, mas intenção e consciência não são suficientes para produzir transformação.
“Fico muito intrigada e curiosa pensando nos próximos 15, 20 anos”, diz. Ela avalia que a geração atual tem a missão de promover conversas para preparar as novas gerações a lidar com responsabilidade e patrimônio.
Pipponzi afirma que temas ligados à origem da riqueza e às práticas de filantropia podem gerar tensões dentro das famílias. O Instituto Benera pretende criar espaço para que esses diálogos aconteçam e para que as novas gerações estejam preparadas para tratar a filantropia de forma adequada.








