A eliminação do Corinthians nas quartas de final da Copa Libertadores agravou a crise esportiva do clube. A equipe perdeu por 1 a 0 para o Estudiantes, na Neo Química Arena, e chegou ao quinto jogo sem vitória nas últimas seis partidas sob o comando de Fernando Diniz.
O Corinthians precisava vencer em casa depois do empate por 1 a 1 na Argentina, mas teve dificuldades para criar. A equipe finalizou somente nove vezes e foi controlada pelo adversário. A sequência negativa havia começado em 23 de agosto, com a derrota por 2 a 1 para o Coritiba, fora de casa, pelo Brasileirão.
Depois disso, o time perdeu para Santos, por 1 a 0, e Chapecoense, por 2 a 1, ambos em casa. Também foi derrotado pelo Flamengo, por 2 a 1, no Maracanã, em meio aos confrontos com o Estudiantes.
Diniz assume responsabilidade pela fase
Após a eliminação, Fernando Diniz reconheceu que o Corinthians não encontrou soluções e teve pouca agressividade nas partidas recentes. O técnico também citou as lesões de Yuri e André como parte do período de dificuldades.
“Tenho responsabilidade grande. Não conseguimos encontrar soluções”, afirmou Diniz em entrevista coletiva. O treinador disse ainda que o time precisa mostrar mais energia, imposição física e agressividade, principalmente nos jogos em casa.
Sem competições de mata-mata até o fim da temporada, o Corinthians concentra seus esforços no Brasileirão. A equipe está em 14º lugar, com 32 pontos, quatro acima do Vasco, que abre o Z-4, com 28.
Denúncia e pressão financeira
A crise também envolve a administração do clube. O Ministério Público de São Paulo denunciou o presidente Osmar Stábile por apropriação indébita de R$ 721 mil no caso da empresa Bear Security. Stábile nega ter utilizado recursos em benefício pessoal.
A dívida bruta do Corinthians ultrapassou R$ 2,8 bilhões. A diretoria ainda não pagou o salário de agosto e mantém valores em aberto referentes a bonificações e direitos de imagem. A falta de fluxo de caixa também atingiu a modalidade feminina.
No primeiro semestre de 2026, o clube registrou déficit de R$ 246 milhões, acima dos R$ 138 milhões previstos no orçamento para o período. Sem receitas com venda de atletas e premiações, a projeção é de um rombo acima de R$ 150 milhões até o fim do ano.
Eleições se aproximam
As eleições do Corinthians estão marcadas para 28 de novembro. Antes disso, no próximo sábado, 19, os associados participarão de uma assembleia para votar mudanças no estatuto.
Entre os temas estão a possibilidade de voto para o Fiel Torcedor e uma regra de transição que pode permitir a reeleição de Osmar Stábile. A proximidade da votação aumenta a tensão política nos bastidores do clube.








