O número de bilionários no mundo chegou a 3.795 em 2025, enquanto a riqueza acumulada por esse grupo atingiu US$ 15,1 trilhões. Os dados são da Altrata, empresa especializada em informações sobre grandes fortunas, e mostram uma alta de 12,8% na riqueza conjunta em relação ao período anterior citado no relatório.
O valor equivale a quase um quarto da capitalização somada das empresas que integram o S&P 500, índice formado pelas 500 maiores companhias de capital aberto dos Estados Unidos. O levantamento também identificou 29 superbilionários, com patrimônios acima de US$ 50 bilhões.
Inteligência artificial e novos investimentos
Os investimentos em inteligência artificial foram apontados como o principal motor da criação de riqueza entre os bilionários. Larry Page, do Google, Elon Musk, da Tesla, e Jeff Bezos, da Amazon, estão entre os nomes que continuam ampliando seus patrimônios com o avanço desse mercado.
Além de investir em tecnologia, parte desse grupo tem direcionado recursos para equipes esportivas e projetos filantrópicos. O relatório da Altrata afirma que o esporte combina lazer, entretenimento, competição, possibilidade de retorno financeiro e prestígio associado à propriedade.
Bezos, apontado como a terceira pessoa mais rica do mundo, tem patrimônio de US$ 282 bilhões. No início desta semana, ele comprou, junto com um consórcio, uma participação de quase 40% no Liverpool FC, da Premier League inglesa. O empresário também destinou bilhões de dólares ao Bezos Earth Fund, criado para combater as mudanças climáticas e proteger a natureza.
A Altrata estima que cerca de 201 bilionários, pouco mais de 5% do total, tenham participação em algum time ou franquia esportiva. O relatório avalia que a propriedade de uma equipe de grande visibilidade pode demonstrar riqueza e facilitar conexões com redes empresariais, políticas e sociais.
Times como patrimônio e símbolo de status
Na última década, a parcela do patrimônio dos bilionários investida em bens ligados a interesses pessoais, como superiates, relógios de luxo, obras de arte e equipes esportivas, cresceu 13,3% ao ano. De acordo com a Altrata, esses ativos também podem preservar o patrimônio familiar e dar acesso a itens raros e culturalmente importantes.
O esporte passou a ser tratado como um “ativo-troféu” por unir prestígio e potencial financeiro. Bilionários ampliaram sua presença em equipes da NFL e da NBA, nos Estados Unidos, além de clubes da Premier League inglesa. Jerry Jones comprou o Dallas Cowboys, da NFL, em 1989. Robert Kraft adquiriu o New England Patriots em 1994.
Depois, Steve Ballmer comprou o Los Angeles Clippers, enquanto Malcolm Glazer assumiu o Manchester United FC em 2005. Segundo a Altrata, a expansão dos direitos de transmissão, das plataformas de streaming, dos serviços de apostas e das receitas de patrocínio ajudou a atrair investidores para as ligas esportivas.
Doações como forma de influência
A filantropia aparece no relatório como outro caminho usado pelos bilionários para empregar suas fortunas e ampliar influência e impacto. Steve Ballmer, além de ser dono de uma equipe da NBA, destinou uma parte relevante de seu patrimônio a iniciativas filantrópicas.
Ballmer e Connie doaram mais de US$ 8 bilhões ao longo das últimas duas décadas para apoiar a mobilidade econômica de crianças e famílias americanas em situação de pobreza. Robert Kraft, proprietário do New England Patriots, destinou mais de US$ 1 bilhão a projetos ligados à saúde, à reforma do sistema prisional e ao combate ao antissemitismo.
Dan Gilbert, dono do Cleveland Cavaliers, direcionou centenas de milhões de dólares à revitalização do centro de Detroit. Entre as iniciativas está um programa para eliminar dívidas de imposto sobre a propriedade de imóveis de moradores de baixa renda da cidade.








