A rainha Elizabeth II mantinha uma alimentação simples e controlada fora dos banquetes oficiais, segundo as memórias do chef Darren McGrady, que trabalhou na cozinha real entre 1982 e 1993. As escolhas incluíam refeições leves, restrições a alguns ingredientes e atenção ao reaproveitamento dos alimentos.
Quando almoçava sozinha, Elizabeth II costumava optar por peixe grelhado com salada. Batatas e outros alimentos ricos em amido não eram incluídos nessas refeições sem convidados. O alho também estava proibido na cozinha real porque o cheiro e o sabor do tempero desagradavam à rainha.
Cardápio definido com antecedência
As opções eram registradas no Menu Royale, um livro encadernado em couro vermelho. Elizabeth II recebia as sugestões da equipe, podia riscar os pratos que não queria e também solicitar substituições.
A rainha demonstrava preocupação com o desperdício. Em uma ocasião, um limão usado apenas na decoração de um prato retornou à cozinha acompanhado da orientação para que fosse reaproveitado em outro preparo.
No Castelo de Balmoral, em Aberdeenshire, na Escócia, Elizabeth II algumas vezes aparecia na cozinha com uma cesta de morangos colhidos por ela nos jardins da propriedade. As frutas eram usadas em sobremesas como mousse, sorvete e chocolate, além da geleia servida nos jam pennies.
Chocolate no chá da tarde
Entre as preferências da rainha para o chá da tarde estava o chocolate. McGrady afirmou que, para ela, quanto mais escuro, melhor. O ingrediente fazia parte do chocolate biscuit cake, uma sobremesa preparada sem forno com chocolate e pedaços de biscoito Rich Tea.
O doce continuava sendo servido até acabar. Quando havia fatias no Palácio de Buckingham e Elizabeth II seguia para o Castelo de Windsor, a sobremesa também era transportada. Os dois locais ficavam a 32km de distância, e McGrady contou que chegou a levar o bolo de trem, dentro de uma lata apoiada sobre os joelhos.








