A Justiça dos Estados Unidos rejeitou o pedido de Brad Pitt para obter documentos financeiros de Angelina Jolie referentes ao período de 2017 a 2019. A decisão foi tomada nesta terça-feira (6), no processo que envolve o Château Miraval, vinícola francesa que pertenceu ao ex-casal.
O juiz responsável pelo caso entendeu que a equipe jurídica de Pitt não apresentou justificativas suficientes para acessar os registros sem violar o direito de Jolie à privacidade. A defesa da atriz afirmou que não pretende usar, durante o processo, provas ou argumentos relacionados aos rendimentos dela naquele período.
A decisão, porém, permite que o ator faça uma nova solicitação se o depoimento de Jolie colocar em questão os ganhos obtidos entre 2017 e 2019.
Críticas da defesa
Paul Murphy, advogado de Angelina Jolie, afirmou que o pedido não deveria ter sido apresentado. Para ele, Pitt não precisa acessar a situação financeira da ex-mulher para se defender na disputa judicial.
“A insistência incansável do senhor Pitt por informações que têm caráter de assédio é apenas a manifestação mais recente de suas tentativas de controlá-la e controlar as narrativas neste processo”, disse Murphy. O advogado também afirmou que Jolie busca separar sua vida pessoal e financeira da do ex-marido.
Murphy acrescentou que Pitt teria tentado usar a saída da atriz da Miraval para pressioná-la a assinar um acordo de confidencialidade. Segundo a defesa, o documento teria relação com acusações de abusos cometidos contra Jolie e os filhos.
Disputa pela vinícola
Em outubro de 2021, Angelina Jolie vendeu sua participação no Château Miraval para a Tenute del Mondo, braço do setor de vinhos do conglomerado de bebidas alcoólicas Stoli Group. Depois da negociação, Pitt processou a atriz. Ele alegou que os dois tinham um acordo que impedia a venda das participações na vinícola sem consulta mútua.
Jolie negou a existência desse acordo e apresentou um contraprocesso. A atriz acusou o ex-marido de travar uma guerra vingativa contra ela. Os advogados dela também sustentam que Pitt se recusou a comprar sua parte porque Jolie não aceitou assinar um acordo de confidencialidade.
A defesa afirma que o documento teria sido usado para forçá-la a manter silêncio sobre abusos atribuídos ao ator. A alegação menciona uma viagem realizada em 2016, durante a qual Pitt teria agredido verbal e fisicamente integrantes da família, segundo Jolie. O ator não foi indiciado após as investigações, e a atriz decidiu não registrar queixa na época.








