LOS ANGELES — Angelina Jolie pediu à Justiça que reveja uma decisão relacionada à disputa com Brad Pitt sobre o Château Miraval. A atriz contesta a exigência de apresentar e-mails privados, mensagens de texto e novos registros financeiros ligados à venda de sua participação no vinhedo.
A equipe jurídica de Pitt solicitou documentos que comprovem os rendimentos de Jolie entre 2017 e 2019, além de informações sobre contratos de participação nos lucros de estúdios no mesmo período. Jolie afirmou que já concordou em fornecer registros financeiros referentes a 2020 e 2021, mas considera que a ampliação do acesso a outros anos viola sua privacidade e não tem relação com o Château Miraval.
Alegação de coerção econômica
A atriz também afirmou que Pitt teria condicionado a compra de sua participação no vinhedo, em 2021, à assinatura de um acordo de confidencialidade. Durante o processo, Jolie disse ter sofrido “coerção econômica” nas negociações e que abriu mão de anos de indenização.
A defesa de Pitt passou a buscar informações sobre a renda e as declarações de imposto da atriz para contestar essa alegação. Jolie, porém, sustentou que a expressão se referia especificamente às negociações do Château Miraval, e não à falta de dinheiro. Ela disse que sua renda diminuiu após reduzir a carga de trabalho para cuidar dos filhos.
Os advogados também explicaram que a menção de Jolie à busca por “independência financeira” indicava o desejo de se desvincular dos interesses de Pitt, e não dificuldades financeiras.
Disputa pela vinícola
O processo começou em 2022, quando Pitt acusou Jolie de vender sua participação no Château Miraval à Tenute del Mondo, divisão de vinhos do Grupo Stoli, sem consentimento. O ator alegou que havia um acordo para impedir a venda das participações sem aprovação mútua. Jolie negou a existência desse acordo e apresentou um contraprocesso.
Nos autos, a defesa da atriz afirma que Pitt se recusou a comprar sua parte porque ela não aceitou assinar um acordo de confidencialidade. O documento, segundo os advogados, teria sido destinado a silenciá-la sobre abusos que Jolie atribui ao ex-marido durante uma viagem em 2016. Pitt não foi indiciado após as investigações, e Jolie não registrou queixa na época.
Documentos judiciais mais recentes mostram que Pitt pede US$ 35 milhões (cerca de R$195 milhões) em indenização pela venda.








