SÃO PAULO — A série brasileira Habeas Corpus, da Netflix, acompanha uma professora de Direito e ex-advogada criminalista que reúne estudantes para reexaminar o caso de Jonathan, um jovem condenado que diz ser inocente. Inspirada em casos reais, a produção combina investigação, drama e questões relacionadas ao sistema de Justiça.
Marjorie Estiano interpreta Inez Franco, protagonista da história. Any Gabrielly também integra o elenco. A trama aborda situações de condenação injusta e tem como principal referência o Innocence Project Brasil.
Consultoria jurídica
A série contou com a participação dos advogados Dora Cavalcanti, Flávia Rahal Bresser e Rafael Tucherman, do Innocence Project Brasil. Outro grupo de profissionais colaborou diretamente na sala de roteiro, esclarecendo dúvidas, orientando o uso de termos jurídicos e revisando cenas para aproximá-las da rotina do universo jurídico.
Os atores acompanharam audiências e julgamentos reais. Os roteiristas também foram à Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde conversaram com estudantes que participam do grupo do Innocence Project Brasil. A experiência ajudou na construção dos personagens.
Parte das gravações ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, conhecida como São Francisco. As filmagens foram realizadas durante as férias escolares e, em sua maioria, no período noturno, para evitar o movimento de visitantes no prédio.
Cenários históricos
A produção usou ainda a Sala São Paulo, o Instituto de Biologia e a casa de Paulo Mendes da Rocha, no Butantã. O imóvel serviu como residência do personagem interpretado por Vladimir Brichta.
Como os edifícios são tombados e têm restrições para alterações, a equipe levou objetos que ajudassem a montar os ambientes de tribunal, como cadeiras e parapeitos. A arquitetura e a decoração originais foram mantidas.
Os 8 episódios de Habeas Corpus estão disponíveis na Netflix.








