Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Vélez diz que IA exige adaptação e amplia produtividade no Nubank

Fundador do Nubank afirma que adoção interna de inteligência artificial chegou a 98% e defende pagamentos internacionais como oportunidade.

Vélez diz que IA exige adaptação e amplia produtividade no Nubank
Foto: Divulgação/Monking BR

David Vélez, fundador, CEO e presidente do conselho do Nubank, afirmou que a inteligência artificial exige adaptação dos profissionais, mas não deve ser tratada como uma ameaça direta aos empregos. A declaração foi feita durante o evento Vale do Silício @Brasil, realizado na Fiesp, em palestra mediada por Fabio Coelho, CEO do Google Brasil.

“A IA não vai tirar seu emprego, mas alguém usando IA vai”, disse Vélez. Na avaliação do executivo, a transformação provocada pela tecnologia será cerca de dez vezes mais rápida que a revolução dos smartphones, porque os celulares já estão amplamente presentes e aumentam o custo da lentidão para empresas tradicionais.

Adoção de IA no Nubank

Vélez afirmou que o Nubank decidiu usar os ganhos de produtividade para ampliar a capacidade de trabalho com o mesmo número de funcionários, em vez de realizar demissões motivadas pela adoção da tecnologia. Depois de enfrentar ceticismo inicial, principalmente entre equipes técnicas, a utilização interna de IA passou de 25% para 98% da organização, em todas as funções.

A instituição também investe para tornar 100% da equipe fluente em IA e oferece limites ilimitados de tokens para que os funcionários aprendam a usar a tecnologia. Para Vélez, a ferramenta pode reduzir a escassez de talentos técnicos na América Latina ao facilitar o acesso à tecnologia para pessoas sem experiência em programação ou desenvolvimento de software.

Com apoio da IA, o Nubank criou o NuFormer, modelo voltado à análise de crédito. A ferramenta usou uma base de dados de 13 anos, com 140 milhões de clientes e mais de 30 mil variáveis. No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias estava em 6,9%, enquanto os atrasos entre 15 e 90 dias somavam 4,8%.

Pagamentos internacionais

O executivo também apontou os pagamentos internacionais como uma oportunidade para o Nubank. Ele afirmou que a instituição, com atuação no México, Brasil e Colômbia, pode criar uma rede que conecte as duas pontas dos fluxos de recursos enviados para a América Latina.

“Tem uma grande oportunidade nos pagamentos globais. O maior PIB latino do mundo não é o Brasil, mas os EUA”, disse Vélez. A comparação foi feita com o mercado brasileiro do passado, quando uma transferência bancária simples podia custar R$ 30.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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