A proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ chegou a 27,1% em 2025, o maior nível da série histórica iniciada em 2012. O índice era de 15% no início do período, uma alta registrada ao longo de 13 anos.
Os dados estão na Pnad Contínua, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo IBGE. A pesquisa não foi realizada em 2020 e 2021 devido à pandemia da covid-19.
Formalização e perfil dos trabalhadores
O grupo formado por empregadores e trabalhadores por conta própria somou 30,6 milhões de pessoas em 2025. O número corresponde a 35% da população ocupada com 14 anos ou mais na semana de referência e também representa o maior resultado da série histórica.
Entre os empregadores, a parcela com CNPJ aumentou de 75,6% para 81,1% no período analisado.
A formalização foi maior entre as mulheres durante toda a série. Em 2025, 36,7% das trabalhadoras por conta própria tinham CNPJ, contra 34,2% dos homens.
O nível de escolaridade também esteve associado ao registro formal. Pela primeira vez, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinha CNPJ: 50,8%. Entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, o percentual foi de 11,1%. No caso dos empregadores com ensino superior completo, a taxa chegou a 91,8%.
Serviços concentram maior número
O setor de Serviços reunia 14 milhões de trabalhadores por conta própria, ou 45,7% do total nacional. O Comércio aparecia em seguida, com 6,4 milhões e 20,9%. Depois estavam Construção, com 12,8%, Agricultura, com 12%, e Indústria, com 8,5%.
Na formalização dos negócios, o Comércio liderou, com 49,8% dos registros em 2025, seguido por Serviços, com 40,3%. Construção tinha 18,8%, enquanto Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura registrava 8,6%.








