Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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PF aponta fraude de R$ 17 bilhões entre Master e BRB

Investigações apontam documentos falsos, empresa de fachada e propina de R$ 146,5 milhões em operações entre os bancos.

PF aponta fraude de R$ 17 bilhões entre Master e BRB

A Polícia Federal concluiu que operações fictícias ou sem consistência material entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) movimentaram cerca de R$ 17 bilhões. As transações teriam sido estruturadas com documentos falsos, manipulação de dados internos e uso da empresa de fachada Tirreno.

A conclusão está em arquivos que tiveram o sigilo derrubado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, estão presos. A defesa de Vorcaro não comentou. Os advogados de Costa não foram localizados.

Operações entre os bancos

Segundo a PF, o Master passou a vender carteiras de crédito ao BRB depois de enfrentar dificuldades de liquidez mais graves a partir de 2024. O banco teria recorrido às operações para obter recursos rapidamente. Em 2025, o BRB tentou comprar o Master, mas a negociação foi rejeitada pelo Banco Central. Depois, o banco de Vorcaro foi liquidado.

A Tirreno teria sido criada para emitir e fazer circular ativos. A empresa repassava créditos ao Master, que os vendia ao BRB. A estrutura buscaria dar lastro às operações, já que o Master não teria histórico nem capacidade operacional para produzir crédito consignado nos volumes envolvidos.

A PF também calculou em R$ 20 bilhões o total de transferências do BRB para operações incompatíveis com a solidez da instituição. A aprovação das compras cabia à diretoria do banco e ocorria com trâmite acelerado, apesar de pareceres jurídicos que exigiam consulta ao Conselho de Administração.

“Mesmo diante de alertas técnicos e jurídicos, inexistência de lastro financeiro e impedimentos de auditoria, o BRB persistiu nas aquisições”, afirmou a Polícia Federal. Segundo a investigação, o banco estatal do Distrito Federal acumulou um prejuízo bilionário ainda não totalmente calculado nem coberto.

Propina e documentos falsos

A polícia identificou o pagamento de R$ 146,5 milhões a Paulo Henrique como contrapartida. A propina teria sido operacionalizada por meio da compra de imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília.

Entre as práticas investigadas está a geração em lote de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) pela equipe de tecnologia do Master. Scripts e códigos usavam CPFs retirados de bancos de dados antigos, incluindo registros ligados ao CredCesta, cartão de benefício consignado criado na Bahia e posteriormente incorporado ao Banco Master.

Também foram fabricadas cláusulas para simular que clientes haviam autorizado o Master ou a Tirreno a assinar empréstimos em seus nomes. Os titulares, segundo a investigação, não teriam assinado procurações nem dado essa autorização. Ao todo, foram criadas automaticamente 2,7 mil procurações; 1.785 delas provavelmente foram enviadas ao BRB em relação a créditos atribuídos à Tirreno.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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