Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Tempo, cuidado e renda limitam o patrimônio das mulheres

Desigualdade salarial, responsabilidades domésticas e barreiras culturais reduzem o espaço para que mulheres invistam e decidam sobre o próprio dinheiro.

Tempo, cuidado e renda limitam o patrimônio das mulheres

A falta de tempo é um dos principais obstáculos à autonomia financeira das mulheres. A concentração dos afazeres domésticos e do cuidado com filhos e familiares reduz as oportunidades de investir na carreira, buscar renda adicional, estudar ou organizar as próprias finanças.

A maternidade pode ampliar essa distância ao interromper ou desacelerar trajetórias profissionais. Os efeitos aparecem nos salários, nas promoções e na capacidade de investir. No videocast Da Conta Delas, Nana Lima, cofundadora da Think Eva, e Flávia Meireles, analista de Research da Ágora, compararam esse impacto acumulado a uma espécie de juros compostos ao contrário.

O custo que não aparece no orçamento

Parte da pressão financeira também está em gastos cotidianos associados ao cuidado. O estudo Elas Pagam a Conta, da Think Eva, trata do chamado Pix invisível: despesas como remédios para familiares, lanches dos filhos, roupas das crianças e presentes de aniversário.

Isoladamente, esses pagamentos podem parecer pequenos. Ao longo do mês, porém, eles reduzem a parcela da renda disponível para investimentos. A análise também contesta a ideia de que mulheres se endividam por serem mais consumistas, ao relacionar parte dessas despesas à manutenção da casa e da família.

Conhecimento não é o único obstáculo

A distância entre as mulheres e as finanças não se resume à educação financeira. Durante muito tempo, elas enfrentaram restrições ao estudo, ao trabalho e ao crédito. Ao mesmo tempo, a condição de provedor e a responsabilidade pelo patrimônio foram associadas aos homens.

Essa herança ainda influencia a relação com o dinheiro. Mesmo mulheres com renda e escolaridade elevadas podem se sentir inseguras para investir ou acreditar que precisam dominar completamente o assunto antes de começar.

Para Nana Lima e Flávia Meireles, ampliar a autonomia exige falar com mais abertura sobre salários, investimentos e patrimônio. Também envolve negociar melhor a remuneração e permitir-se buscar prosperidade sem culpa.

A renda própria é apenas uma parte desse processo. Autonomia financeira também significa compreender como o dinheiro é administrado e participar das decisões sobre seu destino. Para investir, não é necessário se tornar especialista, mas conhecer o básico e evitar a terceirização completa das escolhas sobre o patrimônio.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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