Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mercado eleva aposta em alta de juros nos EUA para setembro

Dados de emprego ampliaram a expectativa de alta pelo Fed, enquanto Donald Trump pressiona por cortes nas taxas.

Mercado eleva aposta em alta de juros nos EUA para setembro

Dados fortes do mercado de trabalho dos Estados Unidos levaram operadores a aumentar as apostas em uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião que termina em 16 de setembro. Ao mesmo tempo, a Casa Branca mantém a pressão para que o banco central reduza as taxas.

A ferramenta FedWatch, do CME Group, indica probabilidade de 58,4% para uma elevação de 0,25 ponto porcentual pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). Nesse caso, a faixa dos juros passaria dos atuais 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4%. O restante do mercado prevê manutenção.

A mudança ocorreu após o relatório de emprego divulgado na sexta-feira, 4, pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS). A economia americana abriu 162 mil vagas em agosto, e a taxa de desemprego ficou em 4,1%.

A inflação continua acima da meta de 2% do Fed. O último relatório do índice de preços ao consumidor (CPI), divulgado em meados de agosto, apontou alta de 3,4% em 12 meses. O próximo dado será publicado na sexta-feira, 11. Analistas avaliam que os efeitos da guerra no Oriente Médio e das tarifas comerciais sobre a oferta de produtos podem reforçar a necessidade de juros maiores.

David Doyle, do Macquarie, antecipou de dezembro para setembro sua previsão para a primeira alta de 0,25 ponto porcentual. O economista também prevê uma segunda elevação no primeiro trimestre de 2027.

O Bank of America espera aumento na próxima reunião. Para a equipe de macroeconomia do banco, uma alta mensal de 0,24% ou mais no núcleo do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) de agosto poderia levar as apostas de elevação para acima de 50%. Nesse cenário, a manutenção dos juros poderia gerar dúvidas sobre a credibilidade do Fed e elevar os rendimentos dos títulos de longo prazo do Tesouro americano.

O UBS passou a prever duas altas neste ano, em setembro e dezembro. Mark Haefele, diretor de investimentos da instituição, afirmou que o cenário da decisão é mais relevante para as carteiras do que o aumento em si.

Enquanto o mercado considera mais provável a alta, o governo de Donald Trump defende cortes. Em publicação na Truth Social, na tarde de sexta-feira, Trump escreveu: “Reduzam os juros porque os Estados Unidos têm uma qualidade de crédito muito mais forte do que tinham há pouco tempo!”.

O presidente também ameaçou deixar de negociar comercialmente com países com os quais os Estados Unidos mantêm déficit comercial caso as taxas não caiam. O vice-presidente JD Vance disse na semana passada que juros menores ajudariam os americanos a comprar uma casa e que o governo gostaria de receber ajuda do Federal Reserve.

A Casa Branca ainda não obteve a redução das taxas que cobrava do antecessor de Kevin Warsh, Jerome Powell. Scott Bessent, secretário do Tesouro, vem realizando recompras de títulos públicos nas últimas semanas para tentar aliviar a pressão sobre o mercado de dívida.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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