A GWM prepara uma família de veículos baseada no Ora 5, SUV elétrico lançado recentemente no Brasil. A linha deverá incluir um sedã médio e uma perua, além do utilitário esportivo, com possibilidade de produção nacional em Aracruz (ES).
Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais e governamentais da GWM, afirmou que o Ora 5 será “produzido no Brasil em diversas opções de carrocerias”. A empresa ainda não informou qual dos novos modelos será fabricado no país, mas o sedã é considerado mais provável por causa da preferência dos consumidores brasileiros.
Os registros das patentes do sedã e da perua foram feitos no Ministério da Indústria e Comércio da China. A GWM também divulgou imagens preliminares do modelo de três volumes nas redes sociais. A apresentação oficial dos veículos está prevista para este ano, enquanto o lançamento deve ocorrer em 2027, junto com a estreia internacional dos novos Ora 5.
Até agora, apenas o visual externo dos modelos foi revelado. Não há informações públicas sobre o interior ou o conjunto mecânico. A expectativa é que sedã e perua compartilhem componentes com o SUV, por fazerem parte da mesma família de produtos.
O Ora 5 chegou ao mercado brasileiro em junho, em versão única, por R$ 159 mil. O preço passou para R$ 163.990. O SUV mede 4,47 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,64 m de altura e 2,72 m de distância entre os eixos. Seu motor elétrico dianteiro desenvolve 204 cv e 26,5 kgfm de torque. Segundo a GWM, a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 7,7 segundos.
Em outros mercados, o modelo também é oferecido com sistema híbrido paralelo, equipado com motor 1.5 turbo a gasolina de 184 cv. Uma versão híbrida plug-in está prevista. A estratégia da GWM para o Brasil é oferecer a família Ora 5 com opções elétricas e híbridas.
A fábrica de Aracruz tem previsão de começar a operar em 2029, com capacidade anual de até 200 mil veículos. Por enquanto, o Ora 5 SUV é o único modelo confirmado para o complexo. A unidade utilizará a plataforma One, que pode receber diferentes carrocerias e motorizações.
A capacidade da fábrica capixaba será quatro vezes maior que a da unidade de Iracemápolis (SP), que tem limite de 50 mil unidades por ano. A planta paulista deve terminar 2026 com 40 mil carros produzidos e atenderá ao mercado brasileiro e a outros mercados.








