A Honda só deverá lançar novos veículos elétricos depois de 2030. Após registrar prejuízo de US$ 3,6 bilhões (R$ 18 bilhões) com projetos cancelados, a montadora japonesa decidiu adotar uma estratégia mais cautelosa para desenvolver os próximos modelos e ampliar a competitividade da tecnologia.
A empresa cancelou três carros elétricos globais que seriam produzidos nos Estados Unidos. O resultado negativo foi o primeiro prejuízo anual da Honda desde sua listagem no mercado de ações, em 1957.
Enquanto reduz o ritmo de investimentos em elétricos, a montadora vai priorizar os híbridos. Para isso, prepara a plataforma PF2, que será usada nos próximos modelos e deverá permitir veículos mais baratos e eficientes. A Honda também prevê processos de produção simplificados e o compartilhamento de até 60% das peças entre diferentes carros.
Os detalhes do sistema ainda não foram divulgados. A tecnologia será do tipo híbrida plena (HEV), sem necessidade de recarga externa, e estará associada a motores a gasolina de 1.5 ou 2.0.
No conjunto com motor 1.5, a Honda afirma ter ampliado em 40% a faixa de rotações em que a unidade opera. A empresa também diz que esse motor será consideravelmente mais eficiente que o atual. Já o propulsor 2.0 será destinado a veículos maiores.
A fabricante prevê compatibilidade entre peças e maior utilização de componentes comuns nos dois conjuntos, com o objetivo de reduzir os custos de fabricação. A estratégia também representa uma resposta ao avanço de BYD, Chery e GWM no mercado de veículos eletrificados.
A Honda mantém, porém, metas de longo prazo para a eletrificação. Para 2040, a companhia pretende oferecer apenas veículos elétricos com bateria ou célula de combustível. Em 2050, o objetivo é alcançar a neutralidade de carbono em todas as operações.








