Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Brusque mantém apoio à direita, mas campanha eleitoral perde força

Cidade catarinense registra menor mobilização nas ruas, críticas a Flávio e sinais de cansaço com a polarização política.

Brusque mantém apoio à direita, mas campanha eleitoral perde força

BRUSQUE, Santa Catarina — A campanha eleitoral em Brusque perdeu intensidade, apesar de a cidade continuar identificada com a direita e com o bolsonarismo. Há placas, bandeiras de candidatos a deputado federal e estadual e alguns carros adesivados, mas não foram observadas panfletagens ou ações de campanha corpo a corpo nos dois dias de circulação pelo município.

Brusque é conhecida como a “capital têxtil do Brasil” e foi considerada a cidade mais segura do Brasil. Também é marcada pelo uso intenso de veículos: dados da Secretaria Nacional de Trânsito registravam 135 mil veículos no fim do ano passado, enquanto o IBGE apontava população de 159 mil habitantes.

Apoio a Flávio sem entusiasmo

A cidade deu 78% dos votos válidos a Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2018 e 87% no segundo. Em 2022, ele voltou a vencer, com 73% no primeiro turno e 79% no segundo. Mesmo nesse ambiente, moradores relatam insatisfação com as opções eleitorais.

Thayse Martins, técnica de segurança do trabalho, deixou Manaus há três anos com o marido e os filhos para viver em Brusque. Evangélica e alinhada à direita, ela afirma que encontrou oportunidades de trabalho no município, mas não está satisfeita com a candidatura de Flávio. Para ela, o nome foi colocado “goela abaixo”. Embora preferisse uma terceira via, diz não querer a continuidade da esquerda.

O caminhoneiro Osnildo Meechei também pretende votar em Flávio, embora não o considere seu candidato preferido. Ele afirma que gostaria de alternativas competitivas, mas teme que um voto em um candidato menor favoreça o adversário.

Entre os apoiadores fiéis está Daniel Cadillac, empresário do setor de confecção. Ele considera que o país estava “no ápice” quando Bolsonaro deixou o governo e afirma que votará em Flávio porque Jair Bolsonaro continuaria por trás da candidatura.

Para parte dos eleitores de direita ouvidos, a identificação política está ligada à defesa do trabalho, do crescimento por conta própria e de uma menor dependência do Estado. Essa visão também aparece nas críticas à manutenção de benefícios para pessoas que, na avaliação deles, poderiam trabalhar.

O caminhoneiro Josué Adilio de Souza defende que a assistência seja direcionada a quem realmente precisa, enquanto os demais recebam oportunidades de emprego, estudo e qualificação. Ele afirma: “o povo se acomoda e não quer trabalhar”.

Cansaço com a disputa

O vice-prefeito Deco Batisti, candidato a deputado estadual, reconhece uma mudança no tom da eleição. Sua campanha prioriza saúde, infraestrutura, educação e desburocratização, sem colocar a disputa ideológica no centro da mensagem.

Luciano Hang, dono da Havan, também adotou uma postura mais distante de candidaturas presidenciais. Empresário associado ao bolsonarismo, ele continua defendendo Estado menor, liberdade econômica, meritocracia e posições conservadoras nos costumes, além de criticar o PT e a esquerda. No entanto, afirma que as pessoas estão “realmente cansadas” e prefere defender ideias, não candidatos.

Hang diz que a política ocupa espaço excessivo na vida dos brasileiros e que deveria ser apenas um apêndice da vida cotidiana. A Havan foi fundada em Brusque, onde mantém sua sede, e o empresário é reconhecido na cidade.

O desgaste também aparece entre eleitores de esquerda. Ana Lina Schlindwein, de 21 anos, trabalha com administração, cresceu em uma família de direita e evita discussões políticas em casa. Jane Rodrigues, que vive em Brusque há duas décadas, votou em Lula em 2022, mas afirma que precisou trabalhar mais para manter o mesmo padrão de vida. Ela não pretende votar novamente no presidente nem migrar para Flávio: vai anular.

Carlos e Roselaine Pinto, eleitores de direita que já votaram no PT, dizem estar fechados com Flávio e ainda acreditam em uma mudança. Brusque chega à eleição mantendo sua preferência política, mas com menos mobilização e entusiasmo do que em outros momentos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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