A cautela com o cenário fiscal e a proximidade da eleição influenciaram os negócios nesta sexta-feira (18), quando o Ibovespa fechou em queda de 0,41%, aos 185.229,17 pontos. Para a Ágora, a bolsa pode encontrar espaço para valorização com um ajuste fiscal em 2027, mas o período eleitoral tende a aumentar a volatilidade. O economista-chefe da corretora, Dalton Gardimam, avalia que setembro deve ser marcado por mudanças de posicionamento e oscilações.
O mercado também absorveu o reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado na quinta-feira (17), e os possíveis custos fiscais da medida a partir do ano que vem. “Existe cautela local com a eleição voltando à pauta, mas muito mais pelo viés fiscal do que pela eleição em si”, afirmou a estrategista de ações da Nomad, Roberta Nossig.
A pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (17) apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 46% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 44% em um eventual segundo turno. Os dois aparecem empatados tecnicamente, com diferença de 2 pontos porcentuais, a mesma do levantamento anterior.
Ações e commodities
A CSN teve a maior queda do pregão entre os destaques citados, com recuo de 6,40%. A empresa acumula perdas de quase 10% em setembro. Na direção oposta, a Minerva subiu 4,46% e liderou as altas.
Petrobras e Vale também pressionaram o índice. As ações ordinárias da Petrobras caíram 1,09%, e as preferenciais, 0,23%. Os papéis da Vale recuaram 1,53%, apesar da alta do minério de ferro na China.
O petróleo terminou em baixa. O Brent para novembro caiu 0,91%, a US$ 103,87 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 1,18%, a US$ 96,08.
Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,19%. O S&P 500 avançou 0,16%, e o Nasdaq subiu 0,39%. Os juros dos Treasuries avançaram nos prazos longos e curtos.








