ZÁRATE — A Toyota investirá US$ 1,3 bilhão para remodelar a fábrica de Zárate, na Argentina, e produzir a nova geração da Hilux. O valor, equivalente a R$ 6,7 bilhões em conversão simples, é o maior investimento feito por uma fabricante na história da indústria automotiva argentina.
O anúncio foi feito por Luis Caputo, ministro da Economia da Argentina, na quarta-feira (30). A Toyota terá acesso ao Régimen de Incentivo para Grandes Inversiones (RIGI), programa de benefícios fiscais criado para estimular a indústria do país. A fabricante japonesa é a primeira empresa automotiva a receber o incentivo.
Segundo Caputo, o projeto prevê uma fábrica para produzir um veículo 100% eletrificado, com perfil voltado às exportações. Cerca de 70% da produção será destinada ao exterior. A construção deve gerar mais de 3,6 mil empregos diretos e indiretos, além de outros 2,6 mil na fase de operação.
A nova área será anexada ao setor que atualmente fabrica a Hilux e o SW4. A Toyota Argentina ainda não informou o cronograma de funcionamento e afirmou que os detalhes serão divulgados em momento oportuno.
Lançamento e versões
A primeira configuração da nova Hilux será a 2.8 turbodiesel, apresentada ainda neste ano na Argentina. No primeiro semestre de 2027, será lançada a versão híbrida leve (MHEV). A variante elétrica (BEV), inicialmente, será destinada apenas a frotistas e mineradoras.
A chegada ao Brasil ocorrerá depois da apresentação argentina. A Toyota trabalha com a expectativa de anunciar oficialmente o lançamento brasileiro antes do final de 2026.
A picape terá mudanças profundas no desenho externo e interno. A dianteira receberá faróis menores, grade com traços mais retos e malha em formato de colmeia — ou fechada, na versão elétrica. A traseira terá nova tampa da caçamba e lanternas redesenhadas. O interior contará com quadro de instrumentos digital, novo console e central multimídia atualizada.
A versão a diesel manterá o motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, com câmbio manual ou automático de seis marchas e tração 4x4. A opção híbrida leve usará o mesmo motor auxiliado por um propulsor elétrico de 16 cv, alimentado por baterias de íons de lítio de 0,2 kWh.
A Hilux BEV terá baterias de íon-lítio de 59,2 kWh e tração integral permanente. O conjunto desenvolverá 196 cv, com 20,9 kgfm de torque no eixo dianteiro e 27,3 kgfm no traseiro. A autonomia declarada é de até 257 km em circuito combinado e 380 km em ciclo urbano, pelo padrão europeu WLTP. A capacidade de carga será de 715 kg, e a de reboque, de 1,6 tonelada.








