A Volkswagen Saveiro poderá continuar no mercado depois da chegada da Tukan, prevista para o início de 2027. A picape será mantida por tempo indeterminado e deve assumir um posicionamento ainda mais concentrado no uso profissional, especialmente entre frotistas.
A principal novidade será a oferta de uma motorização 1.6 exclusivamente a etanol. A configuração deverá ter foco no trabalho e possivelmente será baseada na versão Robust. Durante testes, uma unidade da Saveiro foi vista com um adesivo interno no painel indicando “etanol”, aparentemente para evitar o abastecimento com gasolina.
A escolha do combustível está relacionada ao Programa Mover, criado pelo Governo Federal para estimular a descarbonização por meio da produção e da venda de veículos mais eficientes e menos poluentes. O programa prevê incentivos fiscais para veículos e montadoras. Como combustível renovável, o etanol pode contribuir para o enquadramento da picape nessa estratégia.
Tukan terá configuração para o trabalho
A permanência da Saveiro ocorre enquanto a Tukan tenta conquistar compradores que utilizam picapes em condições mais severas. A nova caminhonete terá versões de cabine simples voltadas ao trabalho, incluindo a Robust, mas ainda precisará demonstrar capacidade para substituir o modelo derivado do Gol nesse tipo de uso.
A versão Robust da Tukan terá visual mais simples, cabine simples e ausência de rodas de liga leve e de calotas. Também contará com eixo traseiro rígido e feixes de mola na traseira. A solução prioriza a robustez, embora possa reduzir o conforto dos ocupantes.
A Volkswagen afirma que a Tukan terá as maiores capacidades de carga e de caçamba da categoria. Ainda assim, a preferência de empresas pela Saveiro e o histórico de durabilidade do modelo ajudam a explicar a decisão de mantê-la em produção. A expectativa de substituição provocou uma busca antecipada por novas unidades da picape nas concessionárias.








