SÃO PAULO — O tuning chegou aos estandes das montadoras no Brasil e transformou modelos de produção em atrações de salão. A cena ganhou força no Salão do Automóvel de São Paulo de 2004, quando Fiat, Chevrolet, Ford e Land Rover exibiram veículos modificados.
A Volkswagen retomou a fórmula alguns anos depois. Em 2007, a marca foi a principal patrocinadora do Salão de Acessórios e montou um estande com versões tunadas de Gol G4, Fox, Golf 4,5, Polo e New Beetle.
Projetos apresentados pelas montadoras
Entre os carros exibidos em 2004 estava o Fiesta Sedan STX, apresentado pela Ford como se fosse um carro-conceito. O projeto tinha aparência mais discreta que a de outros veículos do evento, mas trazia um aerofólio de grandes dimensões na tampa do porta-malas e lanternas traseiras do tipo cristal. Esse conjunto de lanternas passou a ser oferecido de série na reestilização de 2010.
A Land Rover também entrou na onda com o Flame, veículo montado a partir de um Defender 90. Na Fiat, o escolhido foi um Stilo tunado. Michael Schumacher estava no evento para lançar uma série do modelo com seu sobrenome e, conforme o relato sobre a ocasião, perguntou sobre o desempenho do carro. A montadora não detalhou o assunto porque o veículo não tinha alterações especiais na mecânica nem no interior.
No estande da Chevrolet, o Corsa C hatch concentrava as mudanças principalmente na cabine e no porta-malas. O carro recebeu alto-falantes, módulos de som, telas e iluminação néon sob a carroceria, enquanto o exterior tinha alterações menos radicais que as do Stilo.
A customização fora das fábricas
A Citroën apoiou, no mesmo ano, a modificação de um C3 feita pela concessionária Saint Moritz, de Brasília (DF). O veículo participou de exposições e concursos de tuning e recebeu premiações em alguns deles.
A popularidade da customização aproximou uma geração dos automóveis, mas também deixou modelos difíceis de retornar à configuração original. Entre os carros citados estão Chevrolet Tigra, Fiat Coupé, Mazda MX-3, Civic G5 e Mitsubishi Eclipse. A transformação podia alcançar a carroceria, o interior e o sistema de desempenho, alterando de forma profunda veículos que já existiam em poucas unidades.








