A GWM lançou o Tank 300 com motor 2.0 turbo preparado para receber gasolina e etanol em qualquer proporção. O SUV híbrido plug-in flex mantém 394 cv de potência combinada e passou a custar R$ 342 mil, R$ 3 mil a mais que antes. O modelo foi o primeiro do tipo lançado no Brasil e venceu a categoria híbrido premium do Qual Comprar 2026.
Pontos fortes
A flexibilidade permite ao proprietário escolher o combustível conforme as variações de preço em cada estado. O uso de etanol também reduz as emissões consideradas em todo o processo de produção do combustível. O conjunto entrega 76,4 kgfm de torque e levou 6,8 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h na pista do Rota 127 Campo de Provas.
A vocação para o fora de estrada é outro destaque. O Tank 300 tem carroceria sobre chassi de longarina, tração 4x4 com reduzida e bloqueios de diferencial na dianteira e na traseira. Os ângulos de ataque e saída são de 32º e 33º, respectivamente, enquanto o vão livre é de 22,2 cm. O veículo pode atravessar trechos alagados com até 70 cm de profundidade e oferece modos específicos de condução.
Apesar da arquitetura voltada ao uso severo, o SUV preserva o conforto, inclusive para quem viaja no banco traseiro. A lista de equipamentos inclui o recurso de capô invisível, central multimídia de 12,3 polegadas, Tank Turn e sistema V2L, que permite conectar equipamentos de 220V ao veículo. Também estão disponíveis painel digital, ar-condicionado de duas zonas, bancos dianteiros elétricos, teto solar e pacote Adas com ACC, frenagem autônoma de emergência e alertas de ponto cego e saída de faixa.
A GWM oferece ainda acessórios como tapetes de borracha por R$ 749, suportes para bicicleta por R$ 1.390, bagageiro de teto por R$ 5.990, pneus de uso misto por R$ 2.715, escada lateral por R$ 5.990 e tenda por R$ 10.990.
Pontos de atenção
O consumo é um dos principais obstáculos. No teste com ar-condicionado ligado e sem limitar o uso da bateria, o Tank 300 registrou 2,7 km/kWh. A autonomia elétrica estimada foi de 100 km, acima dos 74 km homologados pelo Inmetro. Na estrada, o consumo híbrido ficou em 13,7 km/l. Com tanque de 70 litros, a autonomia estimada chegou a 959 km. A bateria tem 37,1 kWh.
Os alertas sonoros e visuais do pacote Adas podem incomodar. O sistema reage a pequenos desvios de olhar ou aproximações da faixa, e a configuração para desativá-los é complexa. Em alguns casos, os alertas voltam quando o veículo é ligado novamente.
O motor a combustão não pode ser selecionado manualmente para carregar a bateria. O sistema prioriza a recarga em um plugue de energia e só aciona o motor 2.0 turbo como gerador no modo inteligente quando identifica nível muito baixo, normalmente abaixo de 20%. O carregamento em aparelhos rápidos chega a 50 kW.
Outro ponto é a concorrência interna com o Haval H9, que custa R$ 339 mil, tem porte maior, espaço para 7 pessoas, interior mais amplo e motor turbodiesel. Para quem não pretende fazer trilhas pesadas, o modelo pode ser uma alternativa mais racional dentro da própria GWM.
O porta-malas tem 400 litros, volume comparável ao de SUVs compactos urbanos. A porta traseira abre para o lado e carrega o estepe, exigindo espaço adicional atrás do carro. Em vagas apertadas, o acesso pode ser difícil.








