Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Toyota reabre fundição em Porto Feliz após destruição da fábrica por tempestade

Complexo retomou parte das atividades no espaço original após reconstrução; produção do motor 2.0 deve voltar até 2028.

Toyota reabre fundição em Porto Feliz após destruição da fábrica por tempestade
Foto: Divulgação/Toyota

A Toyota reinaugurou parte da fábrica de motores em Porto Feliz (SP), um ano depois de uma microexplosão atmosférica destruir o telhado do complexo. A empresa marcou o retorno das atividades com a inauguração de uma nova fundição, equipada com reforços metálicos 45% mais resistentes que os do projeto original.

O incidente ocorreu em 22 de setembro de 2025. Uma queda de energia acionou o protocolo de segurança e retirou os funcionários da área principal. Três minutos depois, a cobertura desabou. A evacuação impediu acidentes graves, enquanto chuva e sol atingiam equipamentos de alta precisão.

A Toyota montou uma operação emergencial para preservar a produção nacional. A primeira prioridade foi retirar mais de 800 máquinas. A equipe foi concentrada em um único local durante a reconstrução, e a companhia criou uma Obeya, sala voltada a decisões rápidas.

Produção em estrutura provisória

Em 26 de janeiro de 2026, a produção foi retomada em um galpão provisório no condomínio empresarial DVR, a 11 quilômetros da fábrica de veículos de Sorocaba (SP). O espaço tinha piso de alta resistência, refeitório e pátio.

A instalação não contava com capacidade elétrica suficiente para a operação industrial. A subestação prevista para ficar pronta em cerca de dez meses foi concluída em três, com apoio da concessionária local. Enquanto a estrutura era preparada, os testes dos equipamentos foram feitos com geradores portáteis.

Ao todo, 622 máquinas foram transferidas para o complexo provisório, em um ritmo de dez por dia. A unidade passou a priorizar a usinagem e a montagem do motor 1.5 do Yaris Cross, versão exclusiva para o Brasil com tecnologia híbrida flex e injeção direta. A produção chegou a 400 propulsores por dia.

A fundição também perdeu equipamentos durante o apagão. O alumínio destinado à linha de alta pressão foi recuperado após ser reaquecido, mas os equipamentos da baixa pressão, usados na fabricação do cabeçote, foram perdidos. Para manter o fornecimento das peças, a Toyota enviou moldes exclusivos ao Japão e à Indonésia.

A linha do motor 2.0 flex, utilizado no Corolla e no Corolla Cross, ficou armazenada no local provisório, enquanto a matriz absorveu a demanda. Com a nova fundição, a previsão da empresa é transferir toda a produção desse motor de volta para Porto Feliz até 2028.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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