O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará neste domingo (6), às 20h30, um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão para marcar o 7 de Setembro. A mensagem terá 3 minutos e 43 segundos e foi autorizada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) encaminhou o conteúdo ao tribunal para avaliação. Na decisão, proferida na sexta-feira (4), Nunes Marques afirmou não ter identificado intenção eleitoral nem promoção do governo federal no texto. O ministro considerou que a manifestação está dentro das atribuições de Lula como chefe de Estado.
A análise levou em conta a necessidade de diferenciar a comunicação institucional da disputa eleitoral de 2026. O conteúdo foi aprovado integralmente, com a orientação de que o pronunciamento não apresentasse natureza eleitoral. Nunes Marques considerou que o 7 de Setembro tem “significado histórico e institucional autônomo”.
Soberania brasileira será foco
Lula deve defender a soberania do Brasil e relacionar a independência nacional à capacidade de proteger interesses econômicos e estratégicos. A fala deverá abordar as riquezas do país, os minerais críticos e o petróleo da Margem Equatorial.
O presidente também deve defender o livre-comércio e dizer que nenhum país pode definir com quem o Brasil deve negociar. A mensagem será transmitida em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após o governo de Donald Trump impor tarifas sobre produtos brasileiros.
Outro ponto previsto é a afirmação de que o Brasil não será “colônia de ninguém”. A ideia é vincular a celebração da Independência à defesa da autonomia política e econômica do país.








