Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Produção acima do previsto sustenta nova projeção do BTG para a Petrobras

Banco elevou para US$ 26 o preço-alvo dos ADRs da estatal no fim de 2027 e manteve a recomendação de compra.

Produção acima do previsto sustenta nova projeção do BTG para a Petrobras
Foto: Adobe Stock

A produção da Petrobras acima das projeções é um dos principais fundamentos usados pelo BTG Pactual para revisar sua avaliação da companhia. O banco estima que o volume doméstico chegará a 2,73 milhões de barris por dia em 2026, 2,84 milhões em 2027 e 2,88 milhões em 2028.

No acumulado do ano, a estatal opera em torno de 2,68 milhões de barris por dia, acima da faixa de 2,4 milhões a 2,6 milhões de barris por dia prevista no guidance. O BTG relaciona o desempenho à produtividade maior dos poços do pré-sal, à operação de FPSOs acima da capacidade nominal e à entrada gradual de novas unidades. Para o banco, esses dados tornam cada vez mais provável uma revisão do guidance no curto prazo.

Com a atualização, o BTG elevou para US$ 26 o preço-alvo dos American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras para o fim de 2027. O valor indica potencial de alta de 35,27% em relação ao fechamento de ontem. A recomendação de compra foi mantida, e a estatal continua como a principal escolha do banco no setor de óleo e gás no Brasil.

Caixa, dividendos e refino

A estimativa para o fluxo de caixa livre ao acionista nos próximos 12 meses é de aproximadamente US$ 22 bilhões. Os dividendos projetados somam cerca de US$ 15 bilhões, equivalentes a rendimentos de aproximadamente 16% e 11%, respectivamente.

No refino, o BTG calcula que a Petrobras obtenha cerca de US$ 135 por barril no diesel e aproximadamente US$ 101 por barril na gasolina. Com uma nova subvenção, a margem do diesel poderia alcançar US$ 167 por barril. O banco afirma que a política de preços permanece sólida, embora os avanços recentes na política de combustíveis reforcem o desconto de governança.

Os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha dizem que o ciclo eleitoral brasileiro e os preços elevados do petróleo e dos combustíveis recolocaram a Petrobras no foco dos investidores. Entre os temas acompanhados estão a política de preços, a alocação de capital e a eficiência operacional. O relatório avalia que a empresa chega a esse período em posição materialmente mais forte do que em ciclos eleitorais anteriores, com resultados de refino ainda robustos e balanço saudável.

Para 2026 e 2027, o BTG aumentou em cerca de 12% as estimativas de Ebitda, para US$ 68,6 bilhões e US$ 63,8 bilhões. A revisão considera a produção maior e mudanças nas premissas macroeconômicas.

O banco também aponta quatro possíveis fontes adicionais de valor: redução anual de US$ 3 bilhões em despesas gerais e administrativas; corte de US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões por ano em investimentos; retomada da reciclagem de portfólio, com receitas brutas de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões; e maior previsibilidade na alocação de capital e na política de preços. No cenário-base, a Petrobras teria FCFE yield de cerca de 14% e dividend yield de aproximadamente 10% em 2027. Nos próximos 12 meses, os indicadores seriam de cerca de 16% e 11%.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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