Londrina, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pastor ligado a Flávio Bolsonaro contesta padroeira e feriado de 12 de outubro

J. B. Carvalho questiona o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida e afirma que o feriado nacional não tem validade jurídica.

Pastor de Flávio Bolsonaro defende “destronar” Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil

O pastor J. B. Carvalho, líder da Comunidade das Nações e próximo da família Bolsonaro, defende o fim do reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Ele também sustenta que o feriado nacional de 12 de outubro é ilegal.

As posições foram registradas no livro “A Bomba”, publicado em 2001. Carvalho argumenta que a separação entre Estado e religião, estabelecida pela Constituição de 1891 e mantida nas Cartas de 1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988, impediria a adoção oficial de uma padroeira religiosa.

Na obra, o pastor afirma que “a lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal”. Ele também questiona a existência de respaldo constitucional para impor uma devoção religiosa a toda a população e conclui: “Por esta razão o feriado de 12 de outubro é ilegal”.

Críticas à devoção católica

Carvalho defende uma mobilização para substituir a devoção a Nossa Senhora Aparecida pela centralidade de Jesus Cristo. Em outro trecho, escreve que está na hora de “destronarmos a Rainha em nossa nação e servir ao Deus verdadeiro”.

O pastor também critica práticas católicas e a veneração a Maria. Ele afirma que a Igreja Católica teria criado a adoração mariana para substituir antigas práticas religiosas e contrapõe o chamado marianismo ao que considera o centro do cristianismo.

A argumentação usa ainda a quantidade de orações do terço: a Ave Maria seria repetida cinquenta e três vezes, enquanto o Pai Nosso apareceria seis vezes. Carvalho usa essa comparação para afirmar que Maria ocuparia posição central na prática religiosa católica. A imagem de Nossa Senhora Aparecida é associada, no livro, a uma divindade feminina de origem pagã.

Relação com a família Bolsonaro

A ligação de Carvalho com Flávio Bolsonaro vai além da proximidade política e religiosa. O senador se converteu à denominação em 2022 e foi batizado pela igreja em 2024, ao lado da esposa, Fernanda.

O vínculo também alcançou Jair Bolsonaro. Em novembro de 2025, quando o ex-presidente estava preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, Flávio lhe deu o livro “Metanoia – A Chave Está Em Sua Mente”, de autoria de Carvalho e publicado pela Editora Chara em 2018.

Na véspera do aniversário de 70 anos de Jair Bolsonaro, o pastor participou de uma transmissão ao vivo com a família e declarou apoio ao ex-presidente.

Lei mantém feriado

Apesar da interpretação apresentada no livro, o feriado de 12 de outubro continua previsto na legislação federal. A data foi oficializada como feriado nacional dedicado a Nossa Senhora Aparecida pela Lei nº 6.802, sancionada em 30 de junho de 1980 pelo então presidente João Figueiredo.

A norma teve origem no Projeto de Lei nº 220/1979, apresentado pelo deputado Jorge Arbage, e permanece em vigor sem revogação na Câmara dos Deputados.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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