Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Paixão eleitoral enfraquece debate e afasta eleitores da política

A crítica aponta o predomínio do culto à personalidade, dos slogans e da amnésia eleitoral sobre programas e participação contínua da sociedade.

Paixão eleitoral enfraquece debate e afasta eleitores da política

A votação no Brasil deixou de ser apresentada como um exercício racional de um direito fundamental e passou a ser descrita como um processo dominado por paixões, simpatias e antipatias. Essa mudança comprometeria a capacidade dos eleitores de escolher representantes com base em propostas e programas de governo.

A democracia, reconquistada após décadas de sacrifícios, aparece sob pressão de arbitrariedades, decisões monocráticas e insegurança pública. O diagnóstico é de uma democracia tutelada, na qual um cidadão nomeado teria mais poder do que pessoas escolhidas pelo voto. Nesse cenário, a divisão dos poderes, o rodízio na administração pública, a liberdade e a legitimidade das instituições seriam afetados.

A linguagem política também incorporaria uma gramática totalitária, enquanto diferentes formas de voto — útil, de manada, de cabresto, indeciso, em branco, nulo ou de vingança — substituiriam a objetividade esperada na escolha dos representantes. A paixão, associada ao voluntarismo, ocuparia o espaço da avaliação racional.

Carisma e eloquência podem apresentar propostas, mas propagandas pagas, jingles e estratégias de marketing esconderiam o programa partidário. O culto à personalidade teria se tornado predominante, deixando os eleitores sem clareza sobre o que os candidatos fariam com o poder recebido. A referência a Ernesto Sabato reforça a ideia de que, em determinadas épocas, posições consideradas progressistas ou reacionárias podem inverter seus papéis.

Depois das eleições, a participação diminuiria. Muitos deixariam de acompanhar os temas políticos e só voltariam a se interessar pelo assunto quatro anos depois, em um processo descrito como amnésia eleitoral. Redes sociais, pela rapidez e superficialidade, não conseguiriam estimular debates profundos, enquanto a ausência de discussões espontâneas esconderia ainda mais a natureza dos candidatos.

A parcialidade atribuída às instituições responsáveis por eleições limpas e o enfraquecimento dos contrapesos agravariam as marcas do sistema eleitoral. Diante desse ambiente, a alienação seria vista como uma forma de preservar a saúde mental, não como desprezo pela democracia.

A esperança, nesse diagnóstico, não estaria apenas nos pleitos, mas na autoridade da própria sociedade. A recuperação da autonomia de pensamento e de um protagonismo contínuo permitiria ressignificar a política. Cidades e comunidades autônomas, com poder descentralizado e impostos menos concentrados, aparecem como caminhos para preencher novamente a vida pública com justiça e prosperidade.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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