Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Namorado de Isabelle Caracristi nega abusos e explica silêncio após morte

João Munhoz Neto contestou acusações da família, negou ameaças e disse não ter tido forças para avisar a mãe da jovem.

João Munhoz Neto falou pela primeira vez sobre a morte de Isabelle Caracristi e negou as acusações feitas pela família da jovem. Em entrevista exibida no domingo (4), ele afirmou que não praticou violência psicológica, não ameaçou a então namorada e não a obrigou a manter relações sexuais.

Isabelle, de 22 anos, foi encontrada sem vida no pátio do condomínio onde morava com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de 13 de setembro. A Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE) classificou a queda como uma precipitação voluntária. A mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, havia relatado que o relacionamento era marcado por abusos psicológicos.

João foi preso em 22 de setembro, sob suspeita de violência psicológica contra a estudante e de indução ao suicídio. Dois dias depois de deixar a prisão, ele disse ter sido alvo de ameaças e críticas nas redes sociais. João afirmou que não teve oportunidade de elaborar o luto antes de ser chamado de assassino e negou responsabilidade pela morte.

Mensagens e relação

Mensagens encontradas no celular de Isabelle indicaram ameaças e controle por parte do namorado, segundo o caso apresentado na entrevista. João contestou essa interpretação e disse que, durante os 35 dias em que estiveram juntos, ela não reclamou de suas condutas.

Na noite da morte, os dois subiram para o apartamento às 17h59. João deixou o local às 18h31. Às 19h12, câmeras registraram Isabelle subindo até a cobertura. Ele afirmou que recebeu mensagens dela às 19h14 e às 19h16, nas quais ela dizia estar passando mal, e que respondeu tentando tranquilizá-la.

João também negou ter pressionado Isabelle em relação a dinheiro. Naquela noite, ele cobrou R$ 13,5 mil, valor que, segundo ele, pertencia à mãe. A estudante teria informado que teve gastos durante a semana. João declarou que imaginava que ela tivesse usado R$ 2 mil e depois descobriu que o valor seria próximo de R$ 8 mil.

Ele afirmou ainda que Isabelle dizia investir dinheiro em velas e receber, após 30 segundos, valores de 300 reais ou mil reais como compensação. João disse que não se tratava de aplicação na Bolsa de Valores, mas que considerava o investimento seguro.

Sobre as acusações de abuso sexual, João declarou que respeitava as recusas de Isabelle e negou ter feito qualquer coisa contra a vontade dela. Também afirmou que a jovem sabia, desde o início, que ele estava saindo de um casamento. Horas antes da morte, ele se encontrou com a ex-esposa.

Por que a mãe não foi avisada

João disse que soube da morte por meio dos peritos e que não teve coragem de reconhecer o corpo. Isorlanda relatou que descobriu o falecimento pela síndica, depois de ir ao condomínio.

Ao explicar por que não comunicou diretamente a mãe de Isabelle, João afirmou que pediu ao irmão que fizesse a ligação em seu lugar. Segundo ele, depois de quatro tentativas, Isorlanda atendeu, permaneceu na chamada por 22 segundos, desligou e bloqueou o número.

João também explicou que não foi ao velório. Disse que, na segunda-feira, recebeu atendimento psiquiátrico e psicológico e que se apresentou na delegacia às 21h, entregou o celular e prestou depoimento. Ele negou ter fugido ou tentado prejudicar as investigações.

Ao final, João afirmou não ter nada a esconder, disse se solidarizar com a família e declarou que não se considera criminoso.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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