FORTALEZA — A família de Isabelle Caracristi, de 22 anos, cobrou respostas do Estado após a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluir que a estudante teve uma queda voluntária do rooftop de um prédio. O caso ocorreu em Fortaleza, e a morte é investigada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).
Em comunicado divulgado na noite desta quarta-feira (23), os familiares afirmaram que ainda existem dúvidas sobre o que aconteceu e disseram que a memória da jovem merece respeito. A família também declarou sentir dor e indignação diante do caso e das manifestações das autoridades.
“Enquanto houver uma única pergunta sem resposta, nossa cobrança continuará firme”, afirmou a nota.
Investigação continua
A conclusão apresentada pela Pefoce considera que Isabelle caiu em posição vertical. Uma câmera de monitoramento localizada no condomínio, segundo a perícia, corrobora essa versão. O perito Júlio Torres afirmou que houve uma precipitação voluntária do rooftop.
Apesar da análise sobre a dinâmica da queda, as autoridades informaram que a investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar um possível envolvimento de terceiros. Isabelle morreu em 13 de setembro.
A estudante mantinha um relacionamento com João Munhoz Neto desde julho, quando começou a estagiar no mesmo local de trabalho dele. Em meados de agosto, passou a morar com o namorado, a sogra e o cunhado. Nas semanas anteriores à morte, ela relatou a familiares e conhecidos abusos que teria sofrido.
Duas horas antes da queda, Isabelle enviou ao primo um áudio de 16 minutos. Na gravação, detalhou uma discussão, disse que estava sendo ameaçada e afirmou que, caso algo acontecesse, o companheiro seria o responsável. Ela também teria dito ao dono do escritório onde trabalhavam que se sentia sufocada com João no ambiente profissional.
João foi preso preventivamente na terça-feira (22), após audiência de custódia, e levado para a Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), em Aquiraz. Ele é investigado por possíveis crimes de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, violência psicológica e obstrução da Justiça.








